quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pastagem para ovinos e caprinos 2

Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros

Planta forrageiras para ovinos e caprinos

Na produção ovina e caprina em pastagens, a tomada de decisão na escolha da planta forrageira adequada às condições de clima e solo locais, além do manejo que lhe será imposto, deve ser criteriosa, pois a área implantada deve ter uma longa vida útil.

Os pesquisadores da área de forragicultura vêm trabalhando incessantemente na seleção de genótipos tolerantes as adversidades ambientais e com características agronômicas favoráveis para a produção animal. Não existe “o melhor capim”. Cada planta forrageira apresenta certas qualidade e limitações, as quais devem ser comparadas para seleção no ecossistema desejado, considerando os fatores abióticos e bióticos.

Na Tabela 1 são apresentadas características agronômicas de algumas gramíneas forrageiras tropicais utilizadas para ovinos e caprinos.

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ARAÚJO FILHO et al. (1999) recomendaram os capins: andropógon (Andropogongayanus), buffel grass (Cenchrus ciliaris), gramão (Cynodon dactylon var. Aridus cv. Calie) e corrente (Urochloa mosambicensis) para a ovino-caprinocultura no semi-árido nordestino.


As gramíneas forrageiras tropicais mais freqüentemente utilizadas na formação de pastagens para ovinos são espécies e cultivares de Brachiaria spp., Cynodon spp., Paspalum spp., Pennisetum spp., Chloris gayana, Cenchrus ciliaris, Digitaria decumbens e Panicum maximum (SILVA SOBRINHO, 2001). Apesar do potencial de produção da maioria das gramíneas forrageiras tropicais, a taxa de lotação média é restrita em decorrência do grave problema de degradação das pastagens, situação que ocorre em 60-80% das áreas destinadas à produção de ruminantes, atingindo ao correspondente a 5 ovelhas/ha.

Gramíneas forrageiras

Brachiaria spp.


Os capins dessa espécie possuem diversos hábitos de crescimento e características. É um gênero importante que alicerçou o crescimento da pecuária bovina nacional. Hoje, ocupam cerca de 75% dos 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas, principalmente as espécies B. decumbens cv. Basilisk (capim-braquiária) e B.

brizantha cv. Marandu (capim-marandu).

As outras espécies, de representatividade menor, são: B. humidicola (quicuio-da-Amazônia ou humidícola), B. mutica (capim-angola
ou capim-fino), B. ruziziensis e B. dictioneura. Pastagens podem albergar um fungo (Pithomyces chartarum), cosmopolita, considerado saprófito em vegetais, que se desenvolve em temperaturas na faixa de 18 a 27 ºC e umidade relativa alta (96%). Produz uma micotoxina hepatotóxica (esporodesmina) diretamente ligada a esporulação do fungo, capaz de provocar processos cutâneos do tipo fotossensibilizante, associado à síndrome do eczema facial. Há comprometimento do aparelho ocular e da pele, principalmente nas regiões mais expostas à incidência dos raios solares, com lesões localizadas freqüentemente na região periorbital, conjuntiva ocular e palpebral, podendo levar a cegueira irreversível, alterações na região lateral da cabeça, acompanhadas de lacrimejamento e, às vezes, edemas que podem atingir, inclusive, as orelhas (ALMEIDA et al., 2000). Esses sintomas estão ligados às disfunções e lesões hepáticas, com redução da capacidade do fígado de transporte e excreção de filoeritrina, substância fotodinâmica formada pela degradação da clorofila no trato gastrintestinal e que passa para circulação periférica, acumulando-se na pele.

Devido a irradiação solar, ocorre uma reação de calor, que se manifesta por: eritema (pele com cor avermelhada) seguido de edema (inchaço), prurido (coceira), exsudação (liberação de líquidos) e necrose (morte da pele) com mumificação da pele (VIANA e BORGES, 2002).

SIQUEIRA (1988) relatou o problema de fotossensibilização em ovinos pastejando Brachiaria decumbens e B. ruziziensis, mas nenhum caso com B. humidicola. As classes mais afetadas são as ovelhas paridas e animais jovens mantidos exclusivamente em pastagem de Brachiaria spp. (SANTOS et al., 1999). Para contornar parcialmente o problema de fotossensibilização dos animais em áreas de B. decumbens, NEIVA e
CÂNDIDO (2003) utilizaram o pastejo noturno e maior rebaixamento das plantas, criando condições desfavoráveis ao desenvolvimento da doença. SANTOS et al. (1999) e SANTOS et al. (2002) comentaram que, além dos problemas de fotossensibilização, capins do gênero Brachiaria não têm sido recomendados para ovinos devido ao baixo valor nutritivo. Pequenos ruminantes têm maiores requerimentos para manutenção por unidade de peso metabólico do que as espécies de peso corporal mais alto, necessitando de alta qualidade da forragem para
alcançar bom desempenho (LEITE e VASCONCELOS, 2000). Entretanto, os problemas de fotossensibilidade podem ocorrer em outros capins, como relatado para capim-coastcross por VIANA e BORGES (2002).


Panicum maximum


O capim mais conhecido dessa espécie é o capim colonião, introduzido no período colonial. Hoje, existem vários ecótipos e cultivares. Apresentam boa dispersão no Brasil, hábito de crescimento ereto, perfilhando em forma de touceira. Atualmente, os cultivares Tanzânia e aruana vêm se destacando na criação de ovinos e caprinos. As folhas decumbentes e a boa produção de MS, quando bem adubado, do capim-
Tanzânia são fatores favoráveis a manutenção de alta taxa de lotação na época chuvosa do ano. Há ocorrência de alguns problemas da dificuldade de manejo devido à presença de colmos rijos, causando até cegueira nos animais, além do baixo valor nutritivo da forragem residual e quando exageradamente crescido. Deve-se ressaltar que a ingestão de forragem por pequenos ruminantes é favorecida pela por estrutura com folhas mais curtas e estreitas, em grande densidade.

Grande densidade de perfilhos, folhas mais finas e tenras, melhor distribuição anual de forragem e médio porte são algumas características que fazem do capim-aruana uma planta forrageira muito promissora para ovino-caprinocultura. No estado de São Paulo, o cv. Tanzânia produziu 25,6 toneladas de folhas/ha (JANK e COSTA, 1990), enquanto o cv. Aruana apresentou produções variando entre 18 a 21 toneladas de MS/ha/ano (SANTOS et al., 1999).

O capim-aruana foi introduzido com muito sucesso na Bahia, com manejo simples, persistente, alta produção e boa qualidade de forragem, sendo base no sistema de pastejo rotacionado de alguns empreendimentos (Foto 1).

Outras variedades e cultivares dessa espécie, como gatton panic, green panic, vencedor e massai também podem ser utilizados, pois apresentam porte médio e boa produção e qualidade de forragem, se bem manejados. A propagação é feita por sementes, facilitando sua adoção.


Pelo hábito de pastejo de ovinos e caprinos mantidos em áreas exclusivas de gramíneas, não se recomenda a escolha de plantas de porte muito alto, como alguns cultivares dessa espécie (mombaça, tobiatã, colonião).


Cynodon spp.


As gramíneas forrageiras do gênero Cynodon spp. apresentam o hábito de crescimento prostrado e quando bem implantados e manejados, apresentam boa cobertura do solo e agressividade, devido aos vigorosos estolões.

As espécies de Cynodon spp. são bastante utilizadas na criação ovina e caprina, por apresentarem boas características nutricionais e produtivas, apesar do custo de implantação ser relativamente alto, pois são plantados por estolões (mudas vegetativas). Nesse grupo se encontram os capins Tifton-85, coast-cross, estrela-africana, Tifton-68, florico, florona e florakirk, entre outros. Também possuem boas características para conservação de forragem para época seca do ano como feno, silagem pré-secada, silagem ou mesmo pasto reservado.
O plantio deve ser realizado por mudas sadias com gemas maduras. São utilizadas cerca de 3 toneladas de mudas para plantar 1 hectare.

Cenchrus ciliaris


O capim-buffel apresenta de crescimento ereto, com boa densidade de perfilhos. No sertão nordestino, a introdução de gramíneas perenes (principalmente o capim-buffel) trás vantagens óbvias, não só pela manutenção de maior quantidade e qualidade de forragem no período seco, como também pelo rápido rebrote da pastagem no início das águas. Essa planta forrageira possui uma grande variabilidade genética, devido as suas variedades serem advindas de linhagens e hibridações utilizando-se materiais com diferentes características agronômicas, sendo portanto mais ou menos preferidas pelos ruminantes. A produção de MS/ha, segundo a literatura, nas variedades Americano, Biloela, Malopo, Gaydah e CNPC-30 atingiram mais de 10, 5, 8, 3 e 8 toneladas, respectivamente.

Andropogon gayanus


Cultivares: Planaltina e Baeti
Planta de crescimento ereto e porte alto. Folhas de coloração verde escura, macias e bastante pilosas. As folhas possuem um estreitamento característico na base da lâmina. A inflorescência é composta de rácemos. Possui ótima tolerância a solos ácidos e de baixa fertilidade. Tolera bem a seca e possui alta resistência à cigarrinha-das-pastagens. Propagado por sementes, que, por apresentarem aristas e cerdas envolventes, dificultam a operação de semeadura mecânica. Utilizado em pastagens, principalmente nas regiões de cerrados. O manejo do capim-andropógon com ovinos deve seguir um rigoroso ajuste da oferta de forragem e período de pastejo, evitando o crescimento exagerado e queda acentuada do valor nutritivo, gerando grandes quantidades de material morto.

Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pastagem para ovinos e caprinos 1

Prof. Dr. Danilo Gusmão de Quadros

Na região Nordeste do Brasil, a ovino-caprinocultura é uma importante atividade sócio-econômica, com destaque para a agricultura familiar. Atualmente, a atividade se expande com investimentos de empresários e incentivos governamentais, dotando o criatório com soluções alternativas baseadas em tecnologias regionais.

O Estado da Bahia conta com a maior população caprina e a segunda maior ovina do Brasil. Entretanto, os sistemas de criação predominantes são caracterizados por baixos índices zootécnicos, em conseqüência da precária nutrição, dos problemas sanitários, do manejo ineficiente e do baixo potencial genético dos animais.

A forragem produzida na pastagem é a fonte mais barata de alimentos para ovinos e caprinos (ELY, 1995). FIGUEIREDO (1990) expressou a necessidade do lançamento e avaliação de plantas forrageiras mais específicas para criação de pequenos ruminantes,
com alta produção e boa aceitabilidade.

O Brasil tem 170 milhões de hectares de pastagens, sendo 100 milhões (58 % do total) ocupados com pastagens cultivadas ou artificiais, as quais apresentam ampliação de sua participação ao longo dos anos (em 1985 correspondeu a 41% do total), em relação às pastagens nativas, em vista da maior capacidade de suporte proporcionada.

Entretanto, ainda são escassos trabalhos com pastagens tropicais para a ovinocaprinocultura. Plantas forrageiras que apresentam alta relação folha/colmo e alta densidade de massa seca (MS) facilitam a apreensão da forragem pelo animal em pastejo, refletindo em aumento de ingestão de energia digestível (MOTT, 1981).

Nos sistemas de produção de pequenos ruminantes, a racionalização e a intensificação da utilização de pastagens é de extrema importância. Contudo, segundo MACEDO et al. (2000), a terminação de cordeiros em confinamento foi mais rentável, pois em pastagens a verminose limitou o ganho de peso dos animais.

O objetivo desta revisão foi o de reunir as informações mais relevantes dos trabalhos científicos sobre o manejo de gramíneas e leguminosas forrageiras, comportamento ingestivo e interação de pasto x verminose, visando intensificar a produção de caprinos e ovinos em sistemas pastoris.

Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PRODUÇÃO ANIMAL
PROGRAMA DE OVINO-CAPRINOCULTURA DA BAHIA

sábado, 16 de outubro de 2010

Programa de controle da artrite encefalite caprina

O Dia de Campo na TV fez um programa sobre a artrite encefalite caprina, que foi ao ar no dia 20 de março. O programa foi exibido pelo Canal Rural (NET / SKY). Esta é uma produção da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília - DF), em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral - CE), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Foto: Adriana Brandão

A artrite encefalite caprina causa a perda da flexibilidade articular dos animais

A doença entrou no Brasil na década de 1980 por meio da importação de animais e sêmen contaminados, disseminou-se amplamente pelos plantéis de alto padrão genético e provoca grandes perdas na produção de leite.  Os principais sintomas da doença são as lesões nas articulações, na glândula mamária, pulmões e, mais raramente, no sistema nervoso central e rins.


Para a enfermidade não existe cura ou vacina. Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos estudam, há 14 anos, programas de controle. As formas de diagnóstico também preocupam os pesquisadores que padronizaram o teste IDGA, aceito internacionalmente, que está em fase de análise para ser produzido em larga escala.


O programa Dia de Campo na TV mostrou que o controle da Artrite Encefalite Caprina é um desafio trabalhoso e oneroso para os produtores, mas que vale a pena pelos resultados que apresenta. O Dia de Campo na TV também apresenta outros assuntos nos quadros: Falando Sobre, Na Prática, Terra Saudável, Conhecendo a Embrapa e Sempre em Dia.

Data/Hora:
2009/03/20

 

Quem quiser gravar no computador, pode fazer o download dos videos nos links abaixo:

Vídeo WMV - Programa de controle da artrite encefalite caprina1
Vídeo WMV - Programa de controle da artrite encefalite caprina2

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fabricação de Doce de Leite de Cabra Pastoso

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O Brasil e o Uruguai são considerados os maiores produtores de doce de leite da América do Sul, em relação às quantidades produzidas, ficando atrás de outros países como a Argentina, quando refere-se aos aspectos de qualidade e tecnologia. Estudos com leite de cabra “in natura” foram realizados visando obter uma tecnologia específica, com redução de custos na elaboração, teor mínimo de açúcar, sem amido e sem conservantes. Este produto apresenta uma excelente aceitabilidade pelo consumidor, criando espaços para incrementar a produção e o lucro de pequenos e médios fabricantes, além dos criadores de caprinos. A Embrapa Caprinos, em sua fábrica Escola de laticinios, desenvolve tecnologia apropriada para a fabricação deste produto, e através deste documento oferece informações necessárias para a elaboração do doce de leite tipo pastoso.

Quem quiser ler todo o artigo sobre a fabricação de doce de leite de cabra tipo pastoso pode encontrá-lo no site da embrapa: http://www.cnpc.embrapa.br/ct22.pdf

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pododermatite ou frieira

É uma doença contagiosa, causada por bactérias. Provoca uma inflamação na parte inferior do casco e entre as unhas. Ocorre com maior freqüência no período chuvoso, quando os animais são mantidos em áreas encharcadas.

O sinal mais evidente da doença é a manqueira. Os animais têm dificuldade para andar, permanecem quase sempre deitados, se alimentam mal e emagrecem, podendo vir a morrer.

Para o tratamento da frieira, são recomendados os seguintes procedimentos:

  • Separação dos animais doentes do restante do rebanho.
  • Realização da limpeza dos cascos afetados.
  • Tratamento das lesões com alguns desinfetantes.
  • Solução de tintura de iodo a 10%.
  • Solução de sulfato de cobre a 15%.
  • Solução de ácido pícrico (cascofen).

Nos casos graves, recomenda-se a aplicação de antibióticos. Entretanto, existem meios para prevenir a ocorrência de frieiras, tais como:

  • Manutenção das criações em lugares secos e limpos.
  • Aparação periódica dos cascos deformados.
  • Construção de pedilúvio na entrada dos chiqueiros, devendo abastecê-lo uma vez por semana, com desinfetantes específicos. O pedilúvio deve ser construído e localizado de modo a forçar os animais a pisarem nesses materiais quando de sua entrada nos chiqueiros. O volume da solução a ser utilizado com qualquer dos produtos deve ser suficiente para cobrir os cascos dos animais.

O pedilúvio consiste em um tanque feito de tijolos e argamassa de cimento, que deve ser construído na entrada do curral, aprisco ou chiqueiro. Tem a finalidade de fazer a desinfecção dos pés dos animais.

Dimensões do pedilúvio:

  • 2,0 m de comprimento.
  • 0,10 m de profundidade.
  • Largura: correspondente à largura da porteira.
  • Proteção lateral com cerca de arame liso ou ripas de madeira de 1,20 a 1,40 m de altura.

Os seguintes desinfetantes podem ser utilizados no pedilúvio:

  • Solução de formol comercial a 10%.
  • Sulfato de cobre a 10%.
  • Cal virgem diluída em água a 40% (alternativo de criação de caprinos).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Queijo de cabra

Características
Feito com leite cru ou pasteurizado, o queijo de cabra pode ser encontrado em diversas variedades de sabor e formato. Geralmente, são produzidos apenas com leite de cabra, porém pode haver mistura com leite de vaca e de ovelha. A palavra chèvre (cabra em português) estampada na embalagem mostra que o queijo é feito somente com leite de cabra. Se for feito com 50% de leite de cabra e 50% de outro tipo de leite é chamado de mi-chèvre. A maioria dos queijos é produzida de maneira artesanal, principalmente na França, onde os queijos caseiros respondem pela maior parte da produção. O queijo de cabra pode ser classificado de acordo com a consistência da massa e o processo de cura, que irão determinar o seu aroma e o seu sabor. Algumas versões desse queijo apresentam ervas e especiarias em sua superfície.

Como usar
Pode ser consumido ao natural, mas fica ótimo amassado com um garfo e temperado com azeite de oliva e ervas frescas (salsinha, cebolinha e até hortelã) ou com especiarias (experimente com pimenta-do-reino moída, pimenta rosa ou curry). Pode ser servido como aperitivo, em saladas, sanduíches ou entrar no preparo de massas e recheios.


Fonte: Revista Água na Boca

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ectima contagioso ou boqueira

É uma doença contagiosa causada por vírus, que ocorre com mais freqüência nos animais jovens podendo, entretanto, atingir também os adultos.

Inicialmente, aparecem pequenos pontos avermelhados nos lábios. Posteriormente, há formação de pústulas que se rompem, secam e se transformam em crostas, semelhantes a verrugas.

Além dos lábios, pode haver formação de pústulas na gengiva, narinas, úbere e em outras partes do corpo. Os lábios ficam engrossados, sensíveis e os cabritos têm dificuldade de se alimentar, vindo a emagrecer rapidamente.

Para evitar que os animais atingidos por essa doença venham a contaminar o rebanho, os seguintes cuidados devem ser tomados:

  • Isolamento dos animais doentes.
  • Retirada das crostas com cuidado.
  • Uso de glicerina iodada:
  • Iodo a 10% - 1 parte
  • Glicerina - 1 parte
  • Uso de pomadas cicatrizantes.