terça-feira, 14 de setembro de 2010

Venda de Baias Fenagro 2010

Amigos criadores.

A ACCOBA disponibilizou 302 baias para caprinos e ovinos na Fenagro 2010, para raça Anglonubiana foram 82 baias em local privilegiado com demissão de 7,5 m2 ( cada baia comporta 08 animais jovens ou 06 adultos confortavelmente) ao valor de R$ 350,00, já foram vendidas 60 dessas baias, quem ainda não comprou favor fazer com a brevidade possível, as outras raças em especial a Santa Inês está com uma procura enorme e existe a possibilidade se não haver interessados pelas 20 baias restantes em ser cedido para essa raça.

Estou aqui a disposição.

Atenciosamente.

Tomaz Radel

Diretor de eventos da ABC Anglo. 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Controle da Eimeriose em Caprinos Leiteiros

A eimeriose ou coccidiose caprina é uma doença infecciosa causada por protozoários coccídicos do gênero Eimeria, que acomete principalmente caprinos jovens. É uma parasitose de distribuição mundial, atingindo rebanhos submetidos aos mais diferentes sistemas de manejo, embora seja mais grave e mais freqüente em animais criados em sistemas intensivos, daí a sua importância em rebanhos leiteiros .

O controle da eimeriose dos caprinos deve ser realizado através de práticas adequadas de manejo e pela administração de quimioterápicos, que juntos, objetivam impedir ou reduzir a infecção que ocorre através da ingestão de oocistos esporulados na água e na ração contaminadas. A utilização de drogas específicas contra a eimeriose é de valor relativo quando já existem manifestações clínicas, isto porque, já houve destruição de tecidos e as drogas não são capazes de regenerá-los.

Além disso, geralmente, os coccidiostáticos atuam apenas nas fases precoces de multiplicação dos parasitos, não agindo, portanto, nas formas sexuadas que, geralmente, são as que mais danos causam aos animais. Desta forma, o tratamento preventivo, em todo o rebanho susceptível (animais jovens), iniciado logo após a exposição dos cabritos às formas infectivas, será mais eficaz do que o tratamento curativo.

O tratamento preventivo, que consiste na administração de coccidiostáticos incorporados na água, no leite ou na ração, é recomendado para rebanhos criados em regime de confinamento. A medicação preventiva deve ser iniciada no momento ou logo após a exposição dos animais aos oocistos esporulados, que geralmente ocorre nas duas primeiras semanas de vida.

Entre as drogas recomendadas para o tratamento profilático da eimeriose, as mais utilizadas são os antibióticos ionóforos, destacando-se a monensina, a salinomicina e a lasalocida. Na Embrapa Caprinos, foi realizado um experimento utilizando preventivamente a salinomicina nas doses de 1mg/Kg, em cabritos leiteiros nas fases de cria e recria, obtendo-se excelentes resultados, tanto em termos de ganho de peso, como na redução do parasitismo (Tabela 1, Figura 1). Além do tratamento profilático, as medidas sanitárias são de fundamental importância para o controle da coccidiose dos pequenos ruminantes, principalmente a higienização das instalações, impedindo que os oocistos eliminados através das fezes tornem -se infectivos. No entanto, os oocistos resistem a maioria dos desinfetantes comerciais. Na Embrapa Caprinos foi avaliado o efeito dos desinfetantes do grupo dos fenóis a 5% e 10%, iodophor a 1% e 2%, hipoclorito de sódio a 5% e 10%, formoaldeído P.A.(37%) a 5% e 10% e água clorada comercial a 12,5% e 25% na esporulação de oocistos de Eimeria spp, de caprinos naturalmente infectados com Eimeria spp. Apenas o grupo dos fenóis inibiu a esporulação dos oocistos. Os demais desinfetantes foram ineficazes em impedir a esporulação dos oocistos.

TABELA 1. Valores (média + erro padrão) referentes ao ganho de peso, número de oocistos por grama de fezes (OOPG), rendimento de carcaça e peso do corpo vazio em caprinos submetidos ao tratamento preventivo com salinomicina, nas fases de cria e recria.

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OOPG, dados transformados para Log (OOPGx0,02 + 4,5).

Figura 1. Número médio de oocistos por grama de fezes - OOPG (+ erro padrão)1 em caprinos submetidos aos tratamentos preventivos com salinomicina, nas fases de cria e recria (dados transformados para Log(OOPGx0,02 + 4,5). T0=grupo não medicado (controle); T1 e T2= medicados nas doses de 1 e 2mg/kg, respectivamente.

Autor:Luiz da Silva Vieira

sábado, 11 de setembro de 2010

Fenagro 2010

Bom dia amigos criadores.

Durante essa semana aqui em Feira de Santana a ACCOBA em parceria com a ABC Dorper promoveram a Expo Nordestina da raça Dorper que finda nesse domingo, sucesso total.

Os coordenadores, Almir Lins, Henrique Cerqueira e Ricardo Falcão sabendo da importância do evento tiveram que melhorar bastante a estrutura, fizeram uma nova pista de julgamento junto com um piso elevado com estrutura de bar, acesso a internet etc., se preocuparam em dar conforto aos animais,criadores e visitantes.

Houveram gastos extras em divulgação, 03 jurados, inspetor técnico da ARCO para admissão, tendas, iluminação, transporte e montagens de baias etc.

Para fechar o orçamento foi necessário subir os preços das baias de Dorper de R$ 200,00 para R$ 300,00, quando foi anunciado essa majoração houve insatisfação de alguns criadores, porem quando chegaram a Feira de Santana e viram a estrutura que foi montada, perceberam que valeu apena o investimento.

O retorno veio nas vendas de animais nas baias e nos leilões, fazia tempo que não se via uma procura por caprinos e ovinos como foi essa Expo Feira, Anglo, Boer, Santa Inês e Dorper,  os animais premiados vendidos por boa soma no leilão de Elite, hoje o Leilão da ACCOBA promete boas vendas, garanto que os insatisfeitos hoje nem se lembram que pagaram a mais.

O mesmo vai acontecer com a Fenagro 2010, Almir e seus auxiliares vão caprichar na organização das Nacionais de Anglonubiana e Santa Inês, vamos pagar R$ 100,00 a mais pelas baias de 9,0 m2 e  R$ 50,00 pelas baias de 7,5 m2 em relação ao ano passado, esse investimento será para ajudar a custear a estrutura, divulgação, conforto, atendimento, tudo que só vai engrandecer o evento.

Vamos ter retorno em visibilidade ao negocio caprino e ovino, novos criadores virão, vamos vender bem em leilões, nas baias e fazer futuros negócios.

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Sei que dinheiro não agüenta desaforo, que sempre que há uma majoração gera insatisfação, mas vamos encarar como investimento que com certeza haverá retorno para todos.

Abraço,

Tomaz Radel. 

História da Raça Anglo-Nubiana

A empresa de navegação P&O, no século XIX, carregava cabras para sustento da tripulação e vendia o que sobrava no destino. Logo percebeu que havia compradores para cabras na Inglaterra! Geralmente os navios de P&O levavam cabras embarcadas na Índia, ou na região de Chitral, ou também da Núbia, Egito, Assíria e Síria. Todas tinham certas características comuns: longas orelhas pendentes, pêlo curto e perfil convexo. Obviamente outras empresas de navegação também transportavam cabras que, invariavelmente, chegavam até a Inglaterra.


O tipo preferido pelos compradores era a cabra Nubiana, variedade Zaraibi, do Egito. Durante os anos 1878-1880 cabras famosas eram exibidas em exposições com o nome de Nubiana, embora pudessem ter origem na África, ou na Índia, ou em qualquer lugar fora da Inglaterra.

Na Primeira Exposição, de 1875, já havia cabras da raça "Anglo-abissínia" e, na Segunda Exposição, em 1876, havia outras da raça "Anglo-indiana". Estas mestiças faziam sucesso pelo leite produzido. Afinal, apenas o leite interessava - e a pele! Entre 1878 e 1880 receberiam prêmios extras por suas qualidades leiteiras, com o nome de "Inglesa-indiana". Nessa ocasião, surgiu uma cabra que foi descrita como um espécime quase perfeito da Nubiana, pela sua altura, suas pernas longas, seu nariz romano, sua pelagem muito fechada e orelhas longas e pendentes.


A Associação Inglesa de Criadores de Cabras (British Goat Society) foi fundada em 1879, passando a estimular a criação de caprinos. Não havia nenhuma cabra realmente nativa na Inglaterra; todos os tipos existentes eram os mesmos encontrados no noroeste da Europa, geralmente de orelhas curtas, pelagem grosseira e pouca produção leiteira. No final do século XIX e início do século XX surgiu um entusiasmo pela importação de cabras estrangeiras, tanto oriundas do Leste como dos Alpes Suíços. As cabras da Suíça começaram a entrar na Inglaterra na década de 1880. O primeiro Toggenburg provavelmente chegou em 1884, logo se tornando um animal maior que na própria Suíça. Suas filhas eram superiores a qualquer tipo de cabra que houvesse na Inglaterra.


Sob orientação da British Goat Society, a partir de 1892, a raça Anglo-Nubiana sofreu uma importante evolução, pois foi melhorada com o auxílio de técnicos de todas as partes do mundo, os quais - a convite da Sociedade - prestaram serviços na melhoria da raça. As pessoas ricas ou de alto gabarito social interessaram-se, então, pela criação da raça. Entre estas, estava a baronesa Buroett-Goutts e Mr. H. S. Holmes Peggler, que era tesoureiro da associação.


No início do século XX, a literatura ainda era muito confusa a respeito da cabra Nubiana. Holmes Pegler escreve que as primeiras importações de cabras Nubianas chegaram à Inglaterra em 1883 e 1891, mas chegaram via Paris. O próprio Pegler, no entanto, ao ver os animais, decidiu que a primeira importação era de animais da raça Mambrina e a segunda, com uma única cabra chamada "Ali Baba" que era da raça Berberina.


Em 1886 a British Goat Society abriu um livro de Registro Genealógico para cabras, mas não para rebanhos. Ou seja, somente eram inscritas cabras que tivessem parentes premiados na produção de leite. O pedigree não importava e as linhagens notáveis eram cruzadas entre si.


Popularmente, a Nubiana seria acasalada com as raças alpinas vindas da Europa, ou com as poucas "nativas" (européias degeneradas) que fossem ainda encontradas - esse era o objetivo. O principal cruzamento que logo começou a chamar a atenção de todos foi da raça Toggenburg. No final do século XIX e início do século XX, poucos diziam "Nubiana" mas apenas "Egípcia", que tanto podia ser da Síria ou da Índia! Foi um casamento perfeito: as duas raças eram boas leiteiras e a Nubiana era muito manteigueira. Depois, duas cabras Nubianas foram importadas em 1900, vindas diretamente do Sudão, deixaram fotografias exibindo longas orelhas e pelagem multicolorida. Uma beleza... mas nunca pariram!


Já o cientista francês, Crépin, um dos mais renomados estudiosos de caprinos da época, dizia que em seu rebanho havia legítimas "Nubianas" vindas da Eritrea, depois de fabulosas aventuras para tirá-las daquele país, durante vários dias em dorso de camelo, para escapar à vigilância das autoridades. Os indígenas ficaram furiosos ao ver que as valiosas cabras estavam sendo exportadas para o estrangeiro e perseguiram duramente o ladrão-cientista! Eram chamadas de "Zareber", ou Zaraibi, como no Egito.


Enfim, boa parte dos estudiosos admite que a cabra Zaraibi é uma "Nubiana Egípcia". A Enciclopédia Britânica, no início do século, descrevia a Nubiana como sendo mocha e muito parecida com ovelha na forma da cabeça e do crânio. Uma fotografia do tipo Zaraibi, feita, por M. Crépin foi publicada no "Book of the Goat" (1910) para demonstrar o chanfro como sendo do tipo peculiar aos camelos! Muito pitoresco!


Valerie Porter (1996) afirma que a Anglo-Nubiana derivou de uma mistura que inclui a Nubiana (variedade Zaraibi) e muito provavelmente cabras das montanhas da Síria (Mambrinas) e também cabras do Sudão. Vai mais longe e afirma que, mais prepotentemente, os ingleses utilizaram raças da Índia que apresentavam o perfil da cabra Nubiana. Afinal, o nome "Nubiana" indicava qualquer animal que fosse levado do Leste para a Europa. E o leste tanto podia ser a África como a Síria ou a Índia!
Assim, a Anglo-Nubiana inglesa parece ter sido formada a partir de cabras do Egito, da Núbia, da França, da Síria, da Índia, etc.!
A raça Saanen era maior e muito mais popular na Alemanha, França e Bélgica que na Inglaterra da década de 1890, mas não podia competir com a Toggenburg inglesa, que era muito maior. Logo começaram a ser definidos os tipos diferenciados, pois eram comuns os cruzamentos entre Toggenburg e Saanen ou cruzando a bem-sucedida Toggenburg com qualquer Alpina da França ou da Suíça.


Em 1905, o livro de Registro Genealógico admitiu a raça Toggenburg, seguido pela raça Anglo-Nubiana, em 1910, e em 1920 admitiu a Saanen, a Inglesa, a British Alpine, a British Saanen, e a British Toggenburg. Até hoje, a seção "British" continua registrando mestiças e, entre elas, estão algumas das melhores cabras do país e melhores leiteiras. Estes cruzamentos variados, somando o sangue Nubiano resultava em um animal excelente. Uma coisa é certa: o nome "Anglo-Nubiana" foi dado a vários produtos cruzados, em 1893, no livro de registro da British Goat Society. Foi o primeiro uso do nome para as cabras mestiças.

Em meados da década de 1890, o interesse pelas "Nubianas" estava no final, pois o sangue havia se diluído na mestiçagem generalizada. Ninguém mais falava em cabras estrangeiras. Foi quando chegaram quatro reprodutores que provocaram uma revolução:
1 - Em 1896 chegou o reprodutor indiano "Sedgemoor Chancellor", que deixou marca na descendência, pelas longas orelhas pendentes, perfil bastante convexo e nariz romano. Muitos acreditam que Sedgemoor é o responsável pela raça Anglo-Nubiana como é conhecida hoje. Pegler o descreveu como sendo um "Jumna Pari", ou seja, um típico animal da raça Jamnapari!
2 - Em 1903, um novo "Sedgemoor" foi desembarcado, com fama de ser um Zaraibi, da Núbia. Era o reprodutor "Sedgemere Sanger". Talvez este tenha sido o maior responsável pelo início da formação da raça Anglo-Nubiana na Inglaterra (Valerie Porter, pág. 94).
3 - Em 1904, outro "nubiano" da Índia, denominado "Bricket Cross", chegou de Chitral (região entre a Índia, Paquistão, Afeganistão e Caxemira). Uma região de difícil acesso, a milhares de quilômetros do porto.
4 - Depois, um outro "Bricket" (macho) foi importado, seguindo a fama do primeiro. Só que, dessa vez, veio de muito perto: de Paris.

Uma coisa ficou evidente: estes quatro reprodutores produziram centenas de animais que foram registrados no novo livro de 1910. Os animais registrados em 1910 marcam o momento de vitória da raça Anglo-Nubiana. Devido a esse registro massal de 1910, as importações perderam totalmente o interesse. Agora, seria a vez das raças leiteiras alpinas para imprimir sua marca nos caprinos da Inglaterra.


Em 1923, entrou em vigor o uso do nome "British" ou "Anglo" para os cruzados, tais como Anglo-Swiss, Anglo-Nubian-Swiss, Anglo-Nubian-Toggenburg, etc. Os produtos "Anglos" eram sempre maiores, mais pesados, com perfil tendendo ao semiconvexo, focinho amplo, cabeça e orelhas maiores, pernas mais longas, ossos mais fortes, melhor desenvolvimento corporal, menos pêlos e maior produtividade leiteira.


A British Goat Society cuidou do Anglo-Nubiano até 1960, quando surgiu a Associação de Anglo-Nubiano. A raça, no entanto, já tinha quase um século de história. De todas as raças de cabras produtoras de leite e carne, a Anglo-Nubiana foi a que mais proliferou pelo mundo, sendo também a raça de maior quantidade de animais puros registrados. Por tudo isso, é a raça mais indicada para o Brasil tropical. A história é intrigante mas o resultado é uma raça que é única na Inglaterra - ela se aparenta exoticamente diferente de outras raças britânicas. Tem conseguido também bastante sucesso no estrangeiro, principalmente em climas tropicais e subtropicais o que parece ser a chave de suas origens.

A africana Nubiana - Não se pode estudar a raça Anglo-Nubiana sem também conhecer, um pouco, a própria raça Nubiana, na África, a qual apresenta um enorme interesse para os brasileiros. Segundo Paschoal de Moraes (1923) a Nubiana é considerada a rainha das cabras, até no tamanho, pois é maior que todas as demais. "É o que se pode chamar de animal bíblico, pois que as citações à cabra dos tempos bíblicos incluía um animal de perfil convexo e orelhas largas e pendentes, por vezes atingindo 3 a 5 cm abaixo do queixo" - diz o português Fernando Vieira de Sá. A Enciclopédia Agrícola da França, em 60 volumes, apresenta o volume "Moutons, Chêvres, Porcs", de 1910, escrito por P. Diffloth, onde há uma descrição de todas as raças conhecidas na época. Afirma ele que o Mouflon de Manchettes que habita as regiões escarpadas do Atlas, depois de Marrocos e chegando até a Núbia, era um tipo intermediário entre as cabras e os carneiros. Não apresenta as fossas lacrimais, nem o chanfro dos carneiros mas os detalhes de ovino estão no tronco e na estatura geral. O pêlo é curto como nas cabras, farto na crina e na barbela (ver foto). Esse Mouflon seria o responsável pela formação do grupo de cabras denominado de "Nubianas" (!). Continua afirmando que as cabras denominadas "nubianas" tiveram origem na Núbia e logo chegaram ao Egito, Abissínia, Algéria, províncias barbarescas, e até à ilha de Malta. As cabras são uma grande riqueza para os nativos africanos. As variedades "nubianas" do Sudão, de Sokoto, da Nigéria, de Malta oferecem, sozinhas, grande interesse zootécnico. Valerie Porter (1996) acha que a Nubiana teve origem no Oriente Médio, chegando à Núbia via Egito e Sudão.


Segundo Porter (1996), o grupamento Nubiano exibe três tipos: "Nubiano" (da Eritrea e noroeste da Etiópia, chanfro convexo, chifres curvados ou retos, deslanada, pelagem preta mas podendo apresentar manchas brancas e vermelhas sobre o preto). A variedade "Shukria" é marrom, também nas periferias da Eritrea e Etiópia. A variedade "Barka", das terras baixas a oeste e sudoeste da Eritrea, tem perfil reto e chifres meio curvados, medindo de 14-20 cm, com pelagem branca e manchas marrons.
No geral, pode-se afirmar que a pelagem da legítima Nubiana é multicolorida, com pêlos curtos e sedosos, mas boa parte apresenta apenas uma cor básica, que pode ser escolhida entre o acaju, o castanho avelã, o branco, o creme, o negro, o cinza e o raposa-azul. São comuns as pelagens com 3 ou 4 cores simultaneamente. Quanto mais do norte mais são coloridas, mas ali podem ser negras ou cinzas.


A cabra Nubiana é universalmente apreciada pela abundância do leite. Produzem de 2 a 3 litros de leite por dia, mas muitas passam de 4 litros. E mais, produzem mais manteiga que qualquer outra raça. O úbere é claramente dividido em duas partes, com tetas colocadas ligeiramente para os lados. É um úbere majestoso, grande, quase inacreditável, pois a raça vive tranquilamente em região árida ou semi-árida. "O úbere é tão grande que os indígenas o encerram e suspendem em um saco de couro para impedir que arraste pelo chão", afirma Crépin. Quando vazio, o úbere mais parece um grande saco de pele flácida e macia. Uma característica importante é que o leite da Nubiana não oferece nenhum cheiro hircino particular, nem na época do cio. Segundo G. Corlett (1971), o leite não tem odor hircino é comparável em gosto ao da cabra Murciana, tido como um dos melhores da espécie.


A cabeça é curta, com o chanfro proeminente, de perfil acarneirado. O chanfro tanto se deprime na parte superior junto à fonte como se abaixa bruscamente para o nariz, que é chato. Os olhos são grandes e plácidos, de cor azul ou parda, de órbitas apagadas, bem aflorados. As orelhas são plácidas, longas, largas e pendentes, terminando em ponta voltada para a frente, abaixo do focinho, permitindo diferenciá-las logo de primeira vista, medindo entre 18-20 cm. As fêmeas nunca apresentam chifres; já os machos podem apresentá-los curtos, achatados, retorcidos, dirigidos para trás. O pescoço é desprovido de brincos e barbela; os machos às vezes apresentam uma pequena barbela.


O temperamento da Nubiana é calmo. É uma raça pouca andarilha e fácil de ser criada. O maior problema da Nubiana é que ela é muito acostumada em sua região de altas temperaturas e, por isso, sente-se mal quando é exportada para localidades mais frias. Na Inglaterra, deu-se muito mal devido ao frio! A altura chega a 0,70 m nas fêmeas e 0,90 nos machos - na cernelha. O comprimento, da nuca ao começo da cauda é de 1,05 m nas fêmeas e 1,30 m nos machos. O peso é ao redor de 40-60 kg para fêmeas e 50-75 kg para machos (Fernando Sá diz que os machos pesam 95 kg e as fêmeas ao redor de 70 kg).

No Brasil - Tudo indica que o primeiro rebanho da raça Anglo-Nubiana do Brasil pertenceu ao milionário Carlos Guinle. Ele esteve na Inglaterra comprando animais e adquiriu o campeão da Exposição de Kent, da raça Ronney Marsh. Aproveitou a viagem e trouxe vários animais, em 1929. Falava-se muito no Anglo-Nubiano, cruzamento de raças alpinas aperfeiçoadas com uma raça misteriosa da Núbia africana. O milionário trouxe diversos animais como sendo de pura raça Anglo-Nubiana, mas as fotografias deixam claro que ele comprou "gato por lebre". Ele não aceitava a palavra "Anglo-Nubiana", aportuguesada, e exigia que seu rebanho fosse apontado como sendo "Anglo-Nubian" como pretendiam os ingleses. Tamanho esnobismo para um punhado de cabras que não passavam de grosseiras mestiças! As picaretagens sempre existiram. As fotos foram estampadas em publicidade de seu rebanho, na revista "O Campo" de Janeiro de 1930.


Segundo Honorato de Freitas (1945, p. 40), em 1932 foram introduzidos, na Bahia, reprodutores das raças Nubiana, Murciana e Angorá. Eram animais da Inglaterra e dos Estados Unidos. Foram entregues à Prefeitura de Uauá, não receberam os necessários cuidados e orientação, fracassando. Os descendentes desses animais espalharam-se por todo o sertão, "derrubando orelhas em todas as direções", produzindo animais com orelhas pendentes. Os brasileiros viviam o período denominado de "império das orelhas" na pecuária bovina em que a imensidão das orelhas era sinal de sucesso. Assim, os criadores se entusiasmaram com a chegada do Anglo-Nubiano orelhudo entre os caprinos.


De 1938 para cá, a Anglo-Nubiana começou a ser introduzida na Bahia por Antônio do Rego Gonçalves, de Bonfim, que importou para sua fazenda. Foi seguido pela Secretaria de Agricultura e outros criadores (p. 41). Neste mesmo ano, sob orientação de Landulfo Alves, foi importada e depositada em Feira de Santana (BA), tendo em vista solidificar um núcleo de criadores. Também em São Paulo, a raça Anglo-Nubiana foi criada pelo Depto. de Produção Animal (p. 41), com relativo sucesso.

A raça tem sido extensivamente importada nos últimos anos, principalmente dos Estados Unidos. É muito usada no Nordeste para cruzamento com cabras comuns para comercialização de carne e produção de leite. Já há clara evidencia da influência do Anglo-Nubiano nas cabras leiteiras comuns, as quais, no geral, apresentam orelhas alongadas, sendo agrupadas com a denominação de "Tropicana", embora tenham sofrido influência também da Mambrina e até da Bhuj. A raça Tropicana ganha enormes espaços nos Cerrados, Sudeste e Centro-Oeste, devido ao seu grande porte, precocidade de crescimento e presença de linhagens leiteiras. Milhões de cabras Tropicanas garantem o futuro da raça Anglo-Nubiana no Brasil. (Ver Raça Tropicana)
O recorde baiano e das Fenagros é de 1996, da cabra Anglo-Nubiana Jussara do Paschoal, com a produção de 22,20 kg de leite em seis ordenhas durante três dias, com média de 7,40 kg/dia.

Situação - O rebanho estimado em mestiçagem é de 3,0 milhão de cabeças. Sem dúvida é o maior rebanho brasileiro em atividade. Calcula-se que existam mais de 70.000 cabeças "puras de origem" (PO), as quais são aptas para receberem um Certificado de Fundação (incluindo todos os animais registrados até hoje). Quando existirem 70.000 animais com Certificado de Fundação, poderá ser homologado o Livro de Registro Genealógico, com alguns dados de desempenho funcional. O rebanho é estável.

Padrão da Raça Anglo-Nubiana

Aptidões - carne e leite
Cabeça - bem conformada, proporcional ao corpo. Desclassificante: grande. Perfil convexo; permissível: subconvexo; desclassificante: côncavo, ultraconvexo ou reto no macho. Orelhas com implantação alta, médias, longas, espalmadas, pendentes, dirigidas para fora e voltadas para frente; as extremidades passando a ponta do focinho em até três centímetros; permissível: mais curtas que o focinho, indo até a comissura labial; desclassificante: eretas, pequenas ou excessivamente longas. Com chifres ou amochados; permissível: mocho. Olhos vivos, grandes e brilhantes.
Pescoço - bem implantado, musculoso, com ou sem barbela nos machos. Delicado, bem levantado nas fêmeas.
Membros - fortes, bem aprumados. Cascos fortes, coloração de acordo com a pelagem.
Aparelho mamário - volumoso, macio e bem inserido. Tetos simétricos, dirigidos ligeiramente para frente.
Pele - solta e média, predominando a cor escura. Mucosas predominante a cor escura; permissível: clara, conforme a pelagem.
Pelagem - qualquer pelagem, pêlos curtos e brilhantes. Permissível: pêlos médios. Desclassificante: pêlos longos
Altura média - Fêmeas: 70-90 cm. Machos: 90-100 cm.
Peso médio - Fêmeas: 50-65 kg (podendo passar de 90 kg). Machos: 75-95 kg (podendo passar de 120 kg).

Fonte: www.revistaberro.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Baias FENAGRO 2010

Amigos criadores.

Nosso presidente da ACCOBA  Almir Lins e sua diretoria estão trabalhando para fazer uma excelente Nacional, tanto de Santa Inês como de Anglonubiana, o preço de R$ 400,00 baias de 9,00m2 e de R$ 350,00 de 7,50 m2, são os preços mínimos para fechar as contas, claro se pudessem praticar um preço menor Almir e sua diretoria praticariam.

Se fôssemos analisar o preço por m2 e quantidade de animais por baia, esses preços são inferiores a Feinco 2010, Belo Horizonte 2010, Brasília 2010, Expointer 2010, Nacional do Dorper 2010 em Uberaba e outras. .

Como serão Exposições Nacionais a ACCOBA está caprichando para dar visibilidade aos eventos, divulgação, montagem das pistas, montagens das baias, 06 jurados, troféus e faixas, assistência, alimentação e logística para os animais que vão vir para quarentena etc.

Todos sabem a dificuldade de se conseguir patrocínio com o agravante de ser um ano eleitoral, vamos prestigiar o presidente e sua diretoria que já vem a tempo trabalhando para realizar dois inesquecíveis eventos.

Abraço a todos

Tomaz Radel

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Atenção aos Cascos - Caprinos

A natureza dotou os caprinos de cascos que crescem continuamente... estes devendo ser aparados a cada 2 ou 3 meses, dependendo das condições de manejo, ambiente, nível de exercício e velocidade de crescimento.

A natureza dotou os caprinos de cascos que crescem continuamente. Quando em liberdade, este fato pode ser uma grande vantagem, pois o desgaste natural que os cascos sofrem em contato com terrenos duros e pedregosos.

A criação de caprinos muitas vezes obriga ao seu confinamento, não havendo hipótese de deixar os animais saírem livremente, não ocorrendo o desgaste suficiente para manter o casco em boas condições. Mesmo assim, havendo condições e havendo desgaste natural, estes devem ser aparados a cada 2 ou 3 meses, dependendo das condições de manejo, ambiente, nível de exercício e velocidade de crescimento.

Em caso de gestação adiantada, convém corrigir os cascos todos os meses.

O crescimento dos cascos é irregular e quando exagerado, dificulta a locomoção, e todas as dificuldades que exijam que o animal esteja em pé, como alimentação, cobrição, gestação, e desvio de aprumos, o que pode levar a relaxamento irreversível.

Torna-se mais prejudicial o crescimento dos cascos, pois a curvatura dos mesmos forma um depósito de detritos, umidade, fezes, matéria orgânica, que cria condições ideais para o desenvolvimento de microorganismos que podem causar inflamações e afecções podais, a peeira.

Constituição da pata dos caprinos

A pata dos caprinos é constituída por duas unhas ou dedos, daí ser chamada de bissulco. É dividida em parte externa e interna. A parte interna é constituída por 3 ossos unidos entre si por ligamentos e tendões, um aparelho elástico e de amortecimento de choques, e ainda um invólucro de carne. A parte externa forma o casco, que protege a parte interna.

O aparelho elástico e de amortecimento de choques é composto por cartilagens e pela almofadilha plantar para cada unha. As cartilagens dispõem-se de um e outro lado do pé, unindo-se entre si pela frente, ficando livres na parte de trás, prolongando-se além do osso, completando-o.

A parte de cima da cartilagem fica fora do osso.

A almofadinha plantar é uma almofada de carne, elástica e resistente, colocada sob o osso do pé e do tendão flexor e entre as cartilagens e destina-se a amortecer os choques no andamento.

O invólucro de carne compreende a carne do pé envolvendo as parte internas já mencionadas, a cutidura ou coroa, disposta à parte superior do pé, faz a transição do casco para a pele, constitui uma das partes mais importantes do pé, pois aí gera-se o tecido córneo que vai formar e renovar constantemente o casco.

O tecido folhoso segue-se à cutidura, descendo para a frente e pelo lado em torno do osso do pé e termina atrás, virando-se para baixo, introduzindo-se na almofadinha plantar, o tecido aveludado ou palma carnuda, sobre a parte inferior do osso do pé e a almofadinha plantar.

Todas estas partes internas, extremamente enervadas e irrigadas, são cobertas pelo chamado envolvedouro córneo, formando o casco.

Aparentemente formando uma só peça, o casco separa-se em três partes: Taipa, Palma e Mole.

A taipa, parede, cinta ou muralha é a parte do casco visível do apoio. A sua parede mediana chama-se entre-unhas. Representa a peça principal do casco, muito sujeita a crescimento, quando este não é acompanhado, quando este não é acompanhado do desgaste correspondente. Cobre todo o tecido folhoso e cutidura, da qual nasce. A parte de trás dobra-se, formando os talões ou mole.

A parte fronteira chama-se pinça, ponta-de-pé ou da unha, os lados, chaman-se ombros ou encontros, seguindo-se os quartos, entre os ombros e talões.

A taipa é direita, lisa, tendo maior espessura do lado de fora.

A palma é côncava na face inferior e mais para o meio e lado de dentro. A espessura da palma iguala à da taipa e ambas ligam-se entre si pela linha branca.

O mole, que corresponde ao talão do cavalo, tira o nome da macieza do corno da região, prende-se pela frente à palma e atrás com os lados da taipa.

Pela descrição apresentada, podemos confirmar a complexidade anatômica da pata dos caprinos e o cuidado que é necessário ter para que este mecanismo mantenhan-se em perfeito funcionamento, aparando os cascos quando o desgaste natural não é suficiente.

Embora a operação de corte e desbaste não seja complicada, exige muito cuidado, pois as lesões que podem surgir, por atingir vasos sanguíneos ou nervos, além de dolorosas, são difíceis de tratar.+

A operação pode ser realizada com o animal de pé ou deitado, em qualquer altura, estado de gestação, desde que não se sujeite a fêmea a choques ou quedas bruscas. O local deve ser bem iluminado, abgrigado do sol, espaçoso e limpo.

A imobilização do animal torna-se mais fácil se a operação for feita em pé, enquanto que a operação com o animal deitado requer meios de contenção mais complexos, tornando-se perigosa para as fêmeas em adiantado estado de gestação, e mais inCômoda para o tratador.

Convém separar animais eventualmente afectados pela peeira de animais sãos.

Para concluir a operação deve-se ainda proceder à limpeza e desbaste da palma, onde a matéria córnea também cresce.

Caso hajam complicações, ocorrendo sangramento, deve-se comprimir o local até a hemorragia parar. Caso não seja suficiente, deve-se aquecer uma lâmina e cauterizar o local, colocando-se em seguida um repelente ou cicatrizante.

Para concluir, referimos que em caso da preparação dos animais para exposições, deve-se proceder ao corte dos cascos cerca de 15 dias antes da mesma, de forma a que o anima tenha tempo de recuperar de qualquer ferimento que possa ocorrer.


Fonte: Revista O Berro Nº 70 - Outubro 2004 - Ana Isabel Matias Fiqueiredo Beijós.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cricular da Fenagro 2010 - Nacional do Anglonibiano e Santa Inês

Seguem as informações necessárias para a sua participação na FENAGRO 2010 no período de 27 e Novembro de 2010 a 05 de Dezembro de 2010.


01)-DATA DE VENDA DO BOX:
A - A venda dos boxes será realizada pela ACCOBA, sem reservas, a partir do dia 13 de Setembro de 2010 ate 17 de Novembro 2010.
B – A escolha das baias e stands será efetuada pela ordem de pagamento dos mesmos.

02)-PREÇO BOX:

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* Os criadores de outros estados terão o privilegio da compra de baias e stands com os mesmos preços de sócios da ACCOBA
*Será cobrado R$ 5,00 por animal inscrito para julgamento.
*Será obrigatória a apresentação do recibo de pagamento dos boxes fornecidos pela ACCOBA, na admissão dos animais no parque.
*Os participantes associados deverão estar em dia com a ACCOBA.


03)-ESCOLHA BOX:
A) A partir do dia 13 de Setembro de 2010 por ordem de chegada para compra e pagamento dos boxs. Obs.: Não serão aceitos cheques pré-datados.
B) E também através do site: www.accoba.com.br


04)-JULGAMENTO:
Cada expositor poderá inscrever para julgamento a quantidade de animais determinada, em conforme com os regulamentos da ABSI, ABCC, E Ranking Baiano 2010.
JUIZES:
1.0 - Julgamento das raças Santa Inês e Anglo serão realizados por 3 juízes sendo:
1 (um) escolhido pela ACCOBA, 1 (um) escolhido pelos criadores que comprarem baias e 1 (um) escolhido pela Associação Brasileira da Raça.
1.1 - O julgamento das outras raças será realizado por 1 juiz escolhido pela ACCOBA.
1.2 - Só poderão votar os criadores que comprarem suas baias até o dia 27 de Outubro de 2010.


05)-DOCUMENTOS EXIGIDOS:
5.1 – Ovinos: Para os animais até 12 meses, será exigido o comunicado de nascimento juntamente com a Inspeção ao pé da mãe ou Carta de Apto (caso não haja registro definitivo). OBS: Não serão admitidos animais inaptos com idade superior a 8 meses.
5.2 – Caprinos: Para os machos até 18 meses, será exigida a apresentação do RGN ou Ficha de Campo. Para os animais acima de 18 meses, será exigido o RGD ou Ficha de Campo. Para as fêmeas até 18 meses,será exigida a apresentação do RGN ou Ficha de Campo.Para os animais acima de 18 meses ,será exigida a apresentação do RGN,com prenhes confirmadas,ou RGD.


06)-EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS
*GTA (para todos os animais)
*Nota Fiscal (animais procedentes de outros estados)
Caprinos:
Exame Negativo para CAE, macho e fêmea acima de 12 (doze) meses de idade, realizado no máximo até 180 (Cento e Oitenta) dias antes da data de encerramento do evento.
Ovinos:
Não será permitida a entrada ao parque de animais portadores de Linfadenite, Ectoparasito, Mastite ou Úbere Perdido e que se encontrem debilitados.


07)- ENTREGA DE DOCUMENTOS
A entrega dos documentos será, impreterivelmente, até o dia 17 de Novembro de 2010 Acompanhados do pagamento da taxa de inscrição.
* Será obrigatório o preenchimento da ficha de inscrição com resumo dos animais conforme modelo em anexo, por espécie e raça.
* Favor enviar os documentos para a sede da ACCOBA à Av. Luis Viana Filho, S/N- Parque de Exposições Agropecuárias da Salvador – Paralela – Salvador – BA – CEP 41.635-570.
*Será considerado desistência com perda de direito a restituição dos valores pagos na aquisição dos boxes, a não apresentação dos documentos até 17 de Novembro de 2010.


08)-HORÁRIO DE CHEGADA
Todos os animais deverão chegar ao parque no máximo, até as 24:00h de sexta-feira (26 de Novembro de 2010) .


09) – EXAME ANDROLÓGICO
Será obrigatório o exame andrológico para machos acima de 12 meses. Recomendamos que os expositores tragam os exames com prazo de validade até 60 dias do inicio do evento. Caso não o possua, será realizado no parque apenas nos dias 27 e 28 de Novembro de 2010. (sábado e domingo), pelo valor de R$ 20,00 (vinte reais) por animal no horário das 8:00 às 18:00h.


10) - EXAME ULTRASOM
A) Será obrigatório o atestado de prenhes (ultra-sonografia) para as fêmeas a partir de 18 meses (7° Categoria). As fêmeas que estiverem vazias e solteiras terão que trazer Comunicado de Nascimento e respectiva Inspeção ao Pé ou Carta de Apto do seu último produto. Os exames serão efetuados no Parque de Exposições, Gratuitamente apenas nos dias 27 e 28 de Novembro de 2010, no período de 08:00h às 18:00h.
B) Não serão aceito atestados realizados pelo criador em outro evento ou em sua propriedade. A ACCOBA disponibilizará gratuitamente a realização do ultra-som no evento.


11) – PROGRAMAÇÃO FENAGRO

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OBSERVAÇÕES:
A) Saída dos animais no dia 06 de dezembro de 2010 (Segunda - Feira ), A partir das 04:00h.
B) Os tratadores, em pista, deverão estar trajando camisa padrão do evento e de preferência, calça jeans.
C) ESPAÇOS PUBLICITÁRIOS: Os espaços publicitários na pista de julgamento serão comercializados na seguinte forma:
*Para o expositor que já possui a placa padrão R$ 300,00 (trezentos reais)
*Segue ficha de inscrição disponível para download.
*Em caso de interesse, favor entrar em contato com a ACCOBA, com a máxima urgência, para obter maiores detalhes.
*A Quantidade de placas é limitada e a venda respeitará a ordem do pedido.
D) Não será permitido corte de palma nos corredores, como também colocação de capim, ração e feno.
E) As placas de identificação de baias não poderão conter divulgação comercial de produtos/empresas e só poderão ser fixadas da testa superior das baias para baixo.
F) A data base para cálculo de idade será no dia 27 de Novembro de 2010.
Contamos com a sua presença. A crescente participação dos amigos criadores e/ou expositores, bem como dos seus familiares, em muito tem engrandecido a nossa FENAGRO.
Aguardamos você para juntos realizarmos uma grande festa.

31/08/2010 - Diretoria da ACCOBA