terça-feira, 27 de março de 2012

ALOE VERA NA VETERINÁRIA

 

A eficácia do Aloe no uso em animais parece ser evidente por si mesmo. Na realidade, a sua credibilidade clínica repousa nos resultados notáveis de seu uso em animais de testes de laboratório, não apenas nos estudos toxicológicos, mas também sobre animais e sobre culturas de tecido animal em vários exames bacteriológicos. Há várias razões para tratar os animais com Aloe, mas dentre elas e talvez a mais importante, porque elas ajudam a responder o desafio de que o tratamento com Aloe Vera é primeiramente “mental”, isto é, uma cura psicossomática, para problemas psicossomáticos. “A mente simplesmente decide se ela deseja fazer o corpo ficar bem. O corpo não tem escolha”, é o repúdio que nós freqüentemente ouvimos os puristas fazerem sobre a planta que cura. Nós respondemos a isto, fazendo uma simples observação: que os animais não podem fazer escolhas mentais ou morais entre diferentes tipos de tratamentos.

Quaisquer que sejam os tratamentos a que eles sejam submetidos devido a suas doenças reais, não podem vir do poder de suas mentes porque seus níveis de inteligência não capacitam estes animais e perceberem os traumas que os envolveram. Quaisquer que sejam os tratamentos que eles recebam terão sucesso pela virtude deste tratamento e não porque seja um placebo disfarçado em remédio.

A segunda razão é um método empírico amplamente usado: qualquer coisa que funciona nos homens, funciona nos animais e vice-versa. Nas necessidades similares de tratamento com animais, o Aloe Vera, é também bactericida, virucida e fungicida, antiinflamatório, nutritivo, emoliente, penetrativo e excelente na renovação de tecidos lesionados, tanto na sua atividade enzimática, quanto através do aminoácido composto. Além disso, ele é uma excelente modalidade de tratamento para ossos, articulações e tendinites (problemas comuns na raça eqüina).


Sua ampla extensão de potenciais habilita tanto os veterinários como leigos a tratar todos os tipos de animais desde os bichinhos de estimação até criação de gado.

USO EM EQÜINOS
Nos últimos anos, surgiu interesse no potencial médico da planta e isso também passou para a Medicina Veterinária. Os produtos de Aloe Vera são promovidos pelo tratamento de animais e há fornecedores que trabalham para promover produtos de uso em cavalos e animais de granja (aves e coelhos, por exemplo).

Apenas das reservas, resolvemos utilizar uma quantidade do gel para avaliar o produto em condições específicas, usaram-se duas formas de extrato do Aloe Vera nos casos clínicos com eqüinos: um gel oral (misturado com alimentos) e um gel tópico como loção epidérmica. Os casos epidérmicos foram tratados usando Aloe Vera, com base em experiência estabelecida com outros produtos tópicos, usou-se o extrato da planta em lesões que respondem de forma previsível a outros medicamentos e comparam-se os resultados.

Para o Gel oral, elegeu-se a Síndrome de Letargia, que quase não tem respondido à terapia normal e que oferecia a oportunidade de explicar aos clientes que se usaria o Aloe Vera porque havia pouco a fazer com medicamentos tradicionais. Cavalos afetados por essa doença têm contagem de leucócitos inferior à normal quando comparados a cavalos de idêntico tipo, idade e condições. Freqüentemente, tem bom apetite e podem estar em boas condições. Tem pouca tolerância a exercícios e estar letárgicos nos estábulos. Alguns cavalos mostram uma anemia concomitante.

A doença poderia ser secundária de infecção respiratória virótica ou bacteriana, mas em outros cavalos não havia uma causa óbvia e o dono simplesmente informava que o cavalo estava decaído e fraco. Devido a semelhança com as síndromes humanas pós-viróticas ou virose persistente, pensou-se que o responsável fosse um agente virótico, mas até agora não se produziu isolamento ou identificação de nenhum vírus.

Sem nenhum tratamento, alguns cavalos se recuperariam com descanso e tempo, mas outros ficariam letárgicos por meses até o final. Nessa experiência, suplemento multivitamínico, antibiótico e terapias normais fracassaram. Foram tratados casos de leucopenia persistente e letargia com gel de aloe vera em uma proporção de 240 ml por dia de 3 a 5 semanas. Todos os cavalos incluídos no teste tiveram leucopenia e depressão, mas sem outros sinais de doenças ou infecção. Alguns receberam previamente outros tratamentos, inclusive multivitaminas e imunoestimulantes, como extrato de paredes de células de bactérias ou levamisole. Nenhum dos cavalos recebeu tratamento coincidente enquanto se tratava com Aloe Vera.

Os resultados indicam que significativa porção dos cavalos responde à medicação com Aloe oral. Nos animais que mostraram aumento no total de leucócitos, houve também aumento na vitalidade e tolerância de exercícios. Os animais que não melhoraram foram separados para descansar mais. Estes resultados são significativamente melhores que os de experiência com outros tratamentos ou só com descanso.

Agora, utilizando o processo patenteado de estabilizar o gel, rico em nutrientes, foram desvendados os segredos dessa valiosa planta e a fez amplamente disponível numa incrível gama de produtos que se estende de complementos alimentares a shampoos e cremes para a pele. E ainda há mais novidades: veterinários, tratadores e criadores de animais, têm descoberto que os benefícios do Aloe Vera não são restritos aos seres humanos.

PRODUTOS A USAR
- SUCO DE ALOE VERA PURO & SUCO DE ALOE COM MAÇÃ E UVA DO MONTE
Adequados para todos os animais, os líquidos são rapidamente absorvidos quando colocados na comida, apesar de alguns animais como gatos, preferirem que sejam misturados na água. A bebida de Aloe Vera tem efeito tonificante, ajudando a manter um apetite saudável e revitalizando os níveis de energia. Aloe Vera também tem um efeito calmante, atuando para reduzir a sensibilidade de seu animal a irritações externas, isto é, o Aloe Vera é um suplemento ideal para manter seus animais favoritos sempre prontos para o que der e vier. Sendo um produto natural, não contamina o sangue, e é adequado para cavalos de passeio e até mesmo os de alta performace (de corridas ou saltos).

- GEL DE ALOE VERA
Historicamente, o Aloe Vera tem sido usada para amenizar as irritações da pele, incluindo cortes e picadas. É um gel denso com propriedades antifungicida e bactericidas, que lubrifica e restaura tecidos danificados em áreas sensíveis. Sua alta capacidade de penetração ajuda a reduzir o tempo de cicatrização. É particularmente benéfico em cavalos quando aplicado em irritações próximas a boca, normalmente causadas pela fricção da pele quando mastigam.

- EXTRATO DE ALOE VERA
Ideal para limpar feridas delicadas, antes da aplicação de outros produtos. Ótimo para problema nos olhos, ouvidos, boca, garganta, etc... Usar embebido em gases em ferimentos, luxações, inflamações, etc... Dependendo do caso pode ser aplicado como injeção intramuscular e intravenosa para combater eficazmente, infecções, inflamações, febres e dores. Pelo anus no combate a parvovirose. Para lavar abcessos e furúnculos. Ativar o Spray de Aloe e Ervas Medicinais e o gel quando necessário.

- SABONETE NEUTRO LIQUIDO DE ALOE VERA
Rico em Aloe Vera suave, este produto com fórmula que não arde nos olhos, sendo excelente para limpar animais grandes e pequenos. Igualmente adequado para remover barro após um passeio no campo e lavar pele delicada antes da aplicação de outros produtos, limpa sem irritar. Vem com um bico especial que faz a hora do banho ficar menos bagunçada, mesmo os animais que não cooperam.

- SHAMPOO NEUTRO DE ALOE VERA
Aloe Vera adiciona benefícios antifungicida e bactericidas a este shampoo suave, mas de limpeza profunda. Combinado às propriedades hidratantes e condicionadoras do óleo de jojoba, ele deixará os pelos de seu animal brilhantes, saudáveis e desembaraçados. Não arde nos olhos.

- CREME DE ALOE COM PROPOLIS
Um dos nossos mais populares produtos para humanos, sendo este creme igualmente benéfico aos animais. Própolis é um agente natural, usado pelas abelhas para manter a saúde da colméia. Combinado o Aloe a própolis, temos um produto que não só ameniza as irritações e infecções como hidrata enquanto atua. Também contém em sua fórmula confrei e camomila, duas das melhores ervas para tratamento da pele, além de vitaminas A e E, reconhecidas por suas propriedades naturais para o condicionamento da pele.

- GEL DENTAL COM ALOE E PRÓPOLIS
Como para os humanos, esta saborosa pasta de dentes é ideal para os dentes de seu bichinho de estimação. Reduz a formação de placas e tártaro nos dentes, enquanto reforça as gengivas.

- POLLEN
Diretamente da colméia, este é um excelente modo de preparar o corpo para combater alergias, assim como é também um ótimo suplemento de energia para antes ou depois de períodos de exercícios.

- BASTÃO DE ALOE
Este compacto produto está sempre à mão para levar as propriedades do Aloe a pequenas áreas, com picadas de insetos, arranhões, etc...

- SPRAY DE ALOE E ERVAS MEDICINAIS
Feito com alta percentagem de Aloe Vera esterilizada, embalado com conveniente bico vaporizador, o líquido pode ser borrifado diretamente nas áreas delicadas do animal para amenizar irritações ou em áreas maiores para limpar antes da aplicação do Gel de Aloe Vera. Quando diluído em água, este produto é ideal para os olhos irritados e limpeza de ouvidos. Este produto pode também ser borrifado diretamente no pelo do animal para dar brilho e força, combater pulgas e carrapatos, no aparelho genital e no pós-parto.

- LOÇÃO BALSÂMICA DE ALOE
Indicado para dermatoses, machucados, torções, luxações. Alivia as dores da inflamação. Aplicado após o Extrato de Aloe Vera potencializa suas propriedades.


- PRÓPOLIS
Antibiótico natural por excelência do mundo animal para animais. Sem efeitos colaterais.

O uso da Aloe Vera para o cuidado dos animais é um costume milenar.Na literatura do século XVII foram encontradas referências à “Aloe dos Cavalos” e ao boom que gerou na indústria de fundo de quintal devido ao rápido aumento na demanda do produto.

Segundo as declarações do Dr. J. E. Crewe, em 1937, no Minnesota Journal of Medicine, a Aloe vera, embora de pouco uso para os humanos, era amplamente utilizada na veterinária. Mas só nos últimos quarenta anos estudos científicos passaram a verificar o quanto o conhecimento e as práticas transmitidas por tradição têm de verdadeiro a respeito da Aloe vera. Segundo o médico inglês Dr. Alasdair Barcrof, autor do livro Aloe vera – Nature’s legendary Healer[1], o número de veterinários que fazem uso do gel da Aloe vera estabilizada em suas clínicas vem aumentando, assim como o de proprietários de animais encantados com seus benefícios.

Em 1975, o Dr. Robert Northway, de Van Nuys (Califórnia), relatava o sucesso alcançado no tratamento de 42 cães, 28 gatos e quatro cavalos, com tênia, atopia, uma infinidade de fungos, problemas nos ossos, articulações, tendinite etc., com os produtos à base do gel de Aloe vera estabilizado, e concluía que eles eram tão bons, senão superiores, aos medicamentos convencionais. Nessa mesma época também era grande o entusiasmo dos produtores de leite em relação ao gel da Aloe vera. Em 1985, o Dr. Richard E. Holland e o Dr. Bill C. Coats publicam o excelente livro "Creatures in our Care" (“Criaturas sob nossos cuidados”), levando ao conhecimento público os extraordinários benefícios por eles alcançados com os produtos à base de Aloe vera estabilizado na sua prática veterinária. Nessa publicação, com fotos coloridas e minuciosos detalhes, encontram-se documentados os mais diversos problemas de saúde com animais de pequeno e grande porte, tanto domésticos como de fazenda.

O encontro do Dr. Holland, então preeminente veterinário de Minnesotta, com a fábrica dos produtos à base de Aloe Vera se deu em 1979, época em que, desapontado com a falta de visão holística da veterinária moderna, ele buscava alternativas. Levando a linha completa de produtos para sua clínica, não tardou a constatar a infinidade de situações – dos ácaros nas orelhas dos coelhos ao útero virado das vacas – em que eles produziam surpreendentes resultados.

O sucesso clínico junto aos animais põe fim à hipótese de que os processos de cura alcançados com a Aloe vera sejam psicossomáticos, pois os animais vivem fora da interferência dos processos mentais, embora saibam reconhecer o que lhes faz bem, como veremos no testemunho de um senhor contando que seu cão manifestava profunda alegria toda vez que ele pegava um tubo do creme de Gel de Aloe vera. Outra lição a ser tirada do sucesso na veterinária é o aspecto da metodologia que, mesmo empírica, pode servir de bússola para os humanos, pois, se atuam sobre os animais, igualmente funcionam para o nosso organismo. (Pessoalmente, depois de ter tomado conhecimento das várias situações em que os produtos foram utilizados com sucesso na veterinária, não hesito mais em fazer uso semelhante.)

AS INDICAÇÕES DO DR. ALASDAIR BARCROFT[2]
Os produtos mais indicados para diferentes condições veterinárias, segundo o Dr. Barcroft.

  • Abscessos - Extrato de Aloe Vera e Spray de Aloe com ervas medicinais

  • Articulações inflamadas - Extrato de Aloe Vera, Loção Balsâmica de Aloe e Suco de Aloe vera Puro.

  • Artrite - Suco de Aloe Vera Puro e Loção Balsâmica de Aloe

  • Catarro - Extrato de Aloe Vera(2 ou 3 gotas nas narinas 3x por dia

  • Conjuntivite - Extrato de Aloe Vera

  • Contusão - Extrato de Aloe Vera, Gel de Aloe Vera (misturar 10 gotas de extrato à uma porção de gel e massagear).

  • Convalescença - Suco de Aloe Vera Puro.

  • Coriza - Extrato de Aloe Vera (2 ou 3 gotas nas narinas 3x por dia).

  • Cortes - Extrato de Aloe Vera, Gel de Aloe vera e Suco de Aloe Vera Puro.

  • Diarréia - Suco de Aloe Puro e Própolis

  • Distensão de ligamentos - Extrato de Aloe Vera, Loção Balsâmica de Aloe, Spray de Aloe com Ervas Medicinais e Suco de Aloe com Glucosamina.

  • Distensões - Extrato de Aloe Vera ou Spray de Aloe com ervas Medicinais, mais Loção Balsâmica de Aloe, Suco de Aloe Vera Puro e Suco de Aloe com Glucosamina.

  • Erupções - Extrato e Aloe vera e Gel de Aloe Vera, Suco de Aloe Vera e Própolis .

  • Faringite - Extrato de Aloe Vera.

  • Feridas abertas - Limpar com Extrato de Aloe Vera e Gel de Aloe Vera.

  • Feridas na boca - Gel de Aloe Vera.

  • Feridas na garganta - Extrato de Aloe vera com Gel de Aloe Vera e Própolis.

  • Feridas nas patas - Extrato de Aloe Vera com Gel de Aloe vera.

  • Infecções de garganta - Associar 50 g de Extrato de Aloe Vera e gel de Aloe (na garganta 2x por dia) .

  • Infecções uterinas - Extrato de Aloe e Spray de Aloe com Ervas Medicinais.

  • Infecções - Extrato de Aloe, Loção de Aloe com Jojoba, Loção Balsâmica de Aloe, Suco de Aloe Vera Puro e Propolis.

  • Inflamações - Extrato de Aloe e Spray de Aloe, Loção Balsâmica, Suco Puro e Própolis .

  • Laminitis - Suco de Aloe Puro.

  • Picadas - Spray de Aloe e Gel de Aloe.

  • Problemas de pele - Extrato de Aloe, Loção de Aloe, Gel de Aloe, Creme de Aloe com Própolis e Suco de Aloe Puro.

  • Queimaduras - Extrato de Aloe e Gel de Aloe.

  • Respiração difícil - Extrato de Aloe e gel de Aloe (no fundo da garganta) e Suco de Aloe vera Puro.

  • Sangue na urina - Suco de Aloe com Maçã e Uva do Monte.

  • Sarcóides - Gel de Aloe Vera e Propolis.

  • Tosse - Extrato de Aloe e Gel de Aloe (no fundo da garganta, várias vezes/dia).

  • Tumefações - Loção Balsâmica de Aloe, Gel de Aloe, Extrato e Aloe e Suco de Aloe Vera Puro.

  • Tumescências dolorosas - Suco de Aloe vera Puro, Extrato de Aloe e Gel de Aloe vera.

  • Verrugas - Friccionar várias vezes por dia o Gel de Aloe Vera.

  • Viroses - Suco de Aloe vera Puro.

AS INDICAÇÕES DO DR. RICHARD E. HOLLAND

Segue o resumo de como os produtos que foram utilizados na clínica Holland Veterinary, como único modo de tratamento ou principal fonte medicamentosa, tal como se encontra no livro Creatures in our Care.
Publicado em 1976, pela própria clínica, em edição limitada, ele é hoje jóia rara. Uma pena, pois a ampla documentação fotográfica que traz já fala por si – sem “ver” não dá para acreditar e quem “vê” não tem como duvidar do que é capaz! Vejamos, pois, o que já na década de 70 o Dr. Holland sugeria como medidas preventivas, primeiros socorros ou forma de tratamento alternativo para aqueles que queiram estender aos animais as vantagens do gel da Aloe vera barbadensis Miller. A simplicidade de alguns procedimentos é tal que qualquer um pode utilizá-los no âmbito doméstico.

A experiência veterinária não é obrigada a ficar restrita aos animais, pois a maioria do que funciona para eles também age sobre os humanos. Exatamente por isso, inúmeras pesquisas de medicamentos utilizam os animais como cobaias.

ABSCESSOS - Os abscessos devem ser perfurados na sua parte inferior, para que a força da gravidade facilite sua drenagem. Uma vez que esteja completamente drenado, com a ajuda de uma seringa lava-se o seu interior com Extrato de Aloe Vera. No caso de o abscesso ser pequeno, mas cheio de pus, deixa-se um algodão, permanentemente embebido com o extrato, sobre o local, por, no mínimo, 24 horas.

ALERGIAS - De modo geral, as alergias são patologias bastante complexas. Portanto, antes de se prescrever qualquer tratamento é necessário fazer uma análise completa do animal. Mas, para aliviar os sintomas de uma crise alérgica, entretanto, administra-se o Suco de Aloe Vera Puro. Concomitantemente, o pólen e/ou própolis pode ser igualmente útil. O suco administrado três ou quatro vezes ao dia alivia os casos agudos. Para cachorros e gatos pequenos, a quantidade de suco de Aloe é de 30 ml/dia. Para animais médios ou maiores, domésticos ou de fazenda, a quantidade varia entre 60 e 120 ml/dia. O suco pode ser administrado tanto puro como misturado à água ou à ração. Contra a alergia, pode-se ainda administrar injeções intramusculares de Extrato de Aloe duas vezes ao dia, na dosagem de 1 a 5 cc para pequenos animais e de até 30 cc para animais maiores. O Pollen é igualmente útil para o controle das alergias dos animais. Para cachorros e gatos, inicia-se com ½ comprimido duas vezes ao dia durante a primeira semana. Na segunda semana, a dose sobe para três meios comprimidos. Na terceira e quarta semanas, ela é aumentada para quatro doses de ½ comprimido.

ANEMIA - Para cachorros e gatos recomenda-se a administração diária de 30 ml de Suco de Aloe vera Puro e mais quatro a oito tabletes de Pollen. Animais de maior porte devem ingerir 60 ml de suco de Aloe vera e até 16 tabletes de Pollen. Todos podem ser tomados em separado ou junto à ração. Um tablete diário de Pollen é um excelente preventivo contra a anemia.

ARTRITE - No caso da artrite infecciosa recomendam-se injeções intramusculares de Extrato de Aloe uma a duas vezes ao dia, além da ingestão do Suco de Aloe vera Puro duas vezes ao dia. Isso aliviará tanto a dor como o inchaço, podendo servir também como suporte a outras terapias ainda mais específicas. No caso de junta exposta, lava-se o local com 10 cc de Extrato de Aloe quatro vezes ao dia. Se as juntas estiverem inchadas com pus, após a desobstrução (se for coberta de pêlos, será preciso raspá-los) e limpeza da área, o pus deve ser aspirado por uma agulha de seringa e, sem retirar a agulha, no mesmo local injetar de 1 a 10 cc de Extrato de Aloe. Alguns animais também reagem positivamente à aplicação da Loção Balsâmica de Aloe, que deve ser bem friccionado sobre o local quatro vezes ao dia. Nota: Como a artrite é conseqüência de uma alimentação ácida desequilibrada, é preciso que a dieta do animal também seja redimensionada.

BOLAS DE PELOS NA GARGANTA. - Em casos de crise, a administração de uma colher de sopa de Suco de Aloe vera Puro duas vezes ao dia pode ser suficiente para remover a bola de pêlos. Esse é um problema que normalmente ocorre com os gatos que vivem se lambendo em decorrência de outras complicações como verme, cistite ou perda de pêlo por desequilíbrio nutricional. Para evitar que o problema se repita, vale a pena administrar uma dose do suco uma vez por semana, além de redimensionar a alimentação do animal, aumentar a freqüência da escovação dos pêlos e, se for o caso, administrar-lhe um vermífugo.

CALOS - Porções generosas de Loção de Aloe Com Jojoba deverão ser friccionadas diretamente no local para amaciar a calosidade e reduzir a dor.

CASTRAÇÃO - No caso de castração de gatos, vacas, porcos e cavalos, a área é deixada geralmente aberta. Assim sendo, a aplicação do Extrato de Aloe diretamente no local minimiza o sangramento, o inchaço e a possibilidade de infecção pós-operatória. Nos cachorros, entretanto, costuma-se fazer uma sutura no local. Nesse caso, recomenda-se, então, a aplicação do Gel de Aloe vera por cima dos pontos para promover uma cicatrização mais rápida e diminuir a dor.

CATARATA - Dependendo do tamanho e da reação do animal pinga-se de uma a duas gotas de Extrato de Aloe em cada um dos olhos, duas vezes ao dia. Se essa freqüência não for suficiente, o extrato pode ser aplicado até quatro vezes ao dia. Se o animal se mostrar extremamente sensível à ardência do produto, o extrato pode ser diluído em água na proporção de 50-50%.

CICATRIZAÇÃO - Qualquer problema de cicatrização pode ser prevenido e facilmente controlado pela utilização do Gel de Aloe vera. Aplicar, alternadamente, com a Loção de Aloe com Jojoba sobre a área, com bastante freqüência durante o dia. Se possível, massagear levemente o produto para facilitara sua penetração.

CÓRNEA COBERTA COM UMA PELÍCULA - Pingar duas gotas de Extrato de Aloe em cada um dos olhos duas a três vezes ao dia. Esse tratamento promove uma melhora em mais de 50% de visibilidade para os animais.

DIARRÉIA - Para gatos e cachorros, dependendo do tamanho do animal, administra-se de uma colher de sopa a 60 ml de Suco de Aloe Vera Puro, duas a três vezes ao dia. Paralelamente, aplicam-se injeções intramusculares de 2 cc de Extrato de Aloe nos gatos e de até 5 cc nos cachorros. Um ou dois tabletes de Propolis podem ser administrados duas vezes ao dia, como apoio à ação do Suco de Aloe.

DISFUNÇÕES RENAIS - O suco de Aloe vera é um excelente depurador dos rins. E se os rins estão enfraquecidos, paralelamente ele promove a limpeza das toxinas acumuladas no sangue, facilitando o seu trabalho. Para acelerar essa desintoxicação, utilizam-se aplicações intravenosas de Extrato de Aloe de 20 cc para animais com menos de 50 kg e de até 60 cc para animais com mais de 200 kg, duas vezes ao dia. (Injeções intravenosas têm que ser aplicadas muito lentamente.)

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - As bronquites podem ser tratadas com injeções intratraqueais ou inalações de Extrato de Aloe. Desse modo, o gel da Aloe vera entra em contato direto com os tecidos inflamados e age mais rapidamente sobre o inchaço e a infecção. Se houver febre, pode- se administrar injeções intravenosas ou intramusculares de Extrato de Aloe, ou ainda acrescentar o Suco de Aloe Vera à comida ou à água do animal. As pneumonias são tratadas com injeções intramusculares ou intravenosas de Extrato de Aloe. Mas, para acelerar a revitalização do organismo, o mais recomendável são sessões de inalação de Extrato de Aloe ou Gel de Aloe Vera, duas a quatro vezes ao dia. Contra obstrução das vias nasais, a inalação com o Extrato de Aloe junto à ingestão do Suco de Aloe vera Puro, na ordem de 60 a 120 ml diários, é extremamente eficaz. Aplicações de Loção Balsâmica de Aloe sobre a área dos sínus também ajudam a acelerar a desobstrução nasal.

EDEMAS - Inchaços musculares devem ser tratados com Loçao Balsâmica de Aloe seguido de Gel de Aloe com Canela, levemente friccionados sobre a área. Esse tratamento deve ser repetido de duas a quatro vezes ao dia.

ESFOLADURAS - O primeiro passo é limpar a área com o Extrato de Aloe ou com Spray de Aloe com Ervas Medicinais, como segunda opção. Se não for possível repetir essa operação quatro vezes ao dia, aplicar o Gel de Aloe vera ou Loção de Aloe com Jojoba ao menos uma vez por dia. Nos animais com pêlos compridos, esses precisarão ser cortados para desobstruir a área.

FERIMENTOS - Devido à grande diversidade de situações expomos as linhas gerais dos cuidados a serem dados às feridas. Cabe ao leitor, porém, escolher a seqüência que parece ser a mais apropriada ao animal. Primeiramente deve ser feita a limpeza da área com o Shampoo Neutro de Aloe Vera. Atuando de modo extremamente gentil sobre os tecidos, ele ajuda a soltar a sujeira e, assim, reduz a possibilidade de uma futura infecção. Se houver necessidade de raspar os pêlos para liberar a área, sua espuma também ajudará. Após essa primeira limpeza, deve-se utilizar o Gel de Aloe vera para retirar qualquer sujeira que ainda tenha restado. Se a ferida for profunda, o Extrato de Aloe é mais recomendado. Enquanto algumas feridas podem ser deixadas em aberto, outras, por serem maiores, necessitam de uma cobertura que as proteja de qualquer possibilidade de contaminação. Para impedir que o animal fique lambendo o local, recomenda-se cobri-lo com uma bandagem ou atadura. No caso de feridas profundas, a bandagem deve ser trocada uma vez ao dia. Ao abrir o curativo, comece por limpar a ferida com Extrato de Aloe. Uma vez que o local esteja limpo, aplica-se o Gel de Aloe vera antes de fechá-lo novamente.

FISTULA ANAL - Essa é uma patologia típica dos cachorros. Tratá-la antes que a fístula se rompa facilita que o pus seja expelido manualmente, com a ajuda do polegar e do indicador para espremê-lo. A secreção deve ser recolhida com um chumaço de algodão. Uma vez que a glândula esteja vazia, injeta-se 1 cc de Extrato de Aloe dentro dela. No caso de a fístula já estar mais desenvolvida, limpe a área com o extrato e então aplique Gel de Aloe vera. Repita essa operação duas a três vezes ao dia.

FUNGOS - Aplicações freqüentes de Extrato de Aloe e Gel de Aloe vera devem ser feitas nas áreas infectadas. Fungos bucais podem ser eliminados com a administração de generosas quantidades de Gel de Aloe vera esfregado, no mínimo, quatro vezes ao dia sobre a área afetada.

GASES - Não é raro o caso de vacas e cavalos morrerem em decorrência da pressão interna dos gases. E em caso de emergência, a única possibilidade de salvar o animal é perfurar o lado esquerdo do seu estômago. Nesse caso, após todo o gás ter sido expelido, injetam-se vários mililitros de Suco de Aloe vera Puro diretamente dentro dessa parte do estômago. Se a situação for detectada a tempo, 120 ml de Suco Aloe vera Puro ingeridos via oral podem ser suficientes para prevenir o perigo de os gases virem a bloquear o esôfago ou o duodeno. Entretanto, caso isso não aconteça, a intervenção cirúrgica é inevitável. Em animais domésticos, os gases são, geralmente, decorrentes do excessivo consumo de alimentos ou da ingestão de alimentos que fermentam ou que lhe são incompatíveis.

GOTA - A gota é uma doença que geralmente afetas galinhas e pássaros engaiolados. Sua causa é o depósito de ácido úrico nas juntas, no pé ou dentro do abdome – situação fatal. Nesse caso, a área afetada deve ser mantida recoberta com um algodão ou gaze saturada com Extrato de Aloe ou com Gel de Aloe vera.

HEMATOMAS - O Extrato de Aloe deve ser esfregado sobre o local afetado, pois, penetrando na pele, dispersa o sangue acumulado. Para prevenir hemorragias, basta embeber um chumaço de algodão com o Extrato de Aloe e imediatamente aplicá-lo sobre o local. Posteriormente, friccionar levemente o Gel de Aloe vera sobre a área afetada. Esse procedimento ajuda a aliviar a dor e a regenerar os tecidos e os vasos sangüíneos.

INFECÇÕES VIRÓTICAS - Os vírus podem causar pneumonia, doenças de pele e inúmeras outras doenças. Apesar de a Aloe vera ter propriedades antivirais, sua eficiência depende do contato direto com o vírus. Por isso, as propriedades antiinfecciosas da Aloe vera são maximizadas quando ela é utilizada topicamente. No caso de lesões ulcerativas na pele ou membranas mucosas, a combinação de um tablete de Propolis amassado com 30 ml de Gel Aloe vera deve ser aplicada de duas a quatro vezes ao dia sobre o local – é o que se tem observado funcionar melhor em gatos e cachorros. Para problemas mais sérios ou animais de maior porte, a dosagem deve ser proporcionalmente aumentada. Injeções de Extrato de Aloe agem mais rapidamente sobre o organismo – estimula o sistema imunológico, diminui o inchaço, melhora a circulação, acelera a remoção dos tecidos mortos – impedindo que o vírus permaneça no organismo por mais tempo. A própolis é também recomendada para os gatos, cachorros e animais de pequeno porte. Administrar de um a dois tabletes de Propolis duas vezes ao dia, podendo chegar a um tablete a cada duas horas, oito vezes ao dia, nos casos mais graves. Animais de maior porte necessitarão de um maior número de tabletes.


LESÕES NOS TENDÕES - Seja qual for o tipo da lesão nos tendões, deve-se envolver a parte inferior da perna do cavalo com um pedaço de feltro e embebê-lo com Extrato de Aloe duas a três vezes ao dia.

MASTITE - Diariamente deve-se raspar a área antes de aplicar o Gel de Aloe vera.

PICADAS DE INSETOS - A Loção Balsâmica de Aloe é um excelente repelente de insetos e o mais indicado para aliviar a dor da picada. Nesse caso, entretanto, deve-se também aplicar o Gel de Aloe vera sobre a Loção Balsâmica de Aloe para acelerar o processo da regeneração cutânea. Como agente preventivo, o Loção deve ser aplicado nas patas e pernas dos animais antes de eles entrarem em áreas infestada de insetos e carrapatos.

PRISÃO DE VENTRE - Nos casos de prisão de ventre, é imperativo que se reveja a dieta do animal para que o equilíbrio entre fibras e nutrientes seja restaurado. A administração do Suco de Aloe vera Puro é igualmente importante, pois ele acrescenta as enzimas proteolíticas que promovem a decomposição das fezes duras e aumentam o peristaltismo do cólon. Para os cachorros de grande porte, recomendam-se doses de 30 ml a cada duas horas até que ele evacue normalmente ou que as fezes sejam eliminadas através da diarréia – conseqüência natural da decomposição das fezes –, que poderá se manter até que a evacuação seja normalizada. Para gatos ou cachorros pequenos, uma colher de chá a cada duas horas é a dose mais indicada. Para porcos, vacas e cavalos, a dose é de 60 a 120 ml a cada duas horas.

PROBLEMAS DE ESTÔMAGO - O Suco de Aloe vera Puro é excelente contra qualquer tipo de complicação estomacal. Na maioria dos casos, ele deve ser administrado com a freqüência mínima de três a quatro vezes por dia. Cachorros, dependendo do tamanho, devem ingerir de 30 a 120 ml por dia. Para gatos e cachorros pequenos, a dose é de uma colher de chá (5 cc) de quatro a seis vezes por dia.

PROBLEMAS DE OUVIDO - O Extrato de Aloe é um específico para limpar e curar problemas de ouvidos. O tratamento deve ser iniciado enchendo-se o canal auditivo com o Extrato. Em seguida, para que a cera se dissolva e pedaços de peles mortas ou qualquer resíduo possam ser liberados, massageia-se a parte externa por uns dois minutos. Havendo pus, o Extrato ajuda a secar as secreções.

PROBLEMAS NO CASCO - Fissura no casco é tratada com freqüentes aplicações de Loção Hifratante de Aloe, que o amacia enquanto promove sua cicatrização. A perfuração do casco, um problema mais comum aos cavalos, deve ser tratado, inicialmente, preenchendo-se o local com o Extrato de Aloe para desinfetá-lo. Em seguida, aplica-se uma porção generosa de Gel de Aloe vera e protege-se a área com uma bandagem, que deve ser retirada em cinco dias. Se depois disso o cavalo continuar mancando, aplicar mais uma vez o Gel de Aloe vera e voltar a cobrir o local. Em caso de febre, aplica-se uma injeção de 30 cc de Extrato de Aloer no animal.

PULGA NOS OUVIDOS - Limpar o canal auditivo com um algodão embebido em Extrato de Aloe. No caso de secreção profunda, utiliza-se um cotonete. Em seguida, preenche-se o canal auditivo com o Extrato e massageia-se a parte externa por dois minutos. Por fim, cobre-se com uma camada grossa de Gel de Aloe vera.

QUEIMADURAS - Nesses casos, primeiro aplica-se uma porção generosa de Extrato de Aloe diretamente sobre o local e, em seguida, cobre-se a área com Gel de Aloe vera e protege-se com uma bandagem. Adicionalmente, administra-se de 30 a 60 ml de Suco de Aloe vera Puro divididos em três ou quatro doses ao longo do dia. Com isso, combate-se a desidratação que o animal tenha sofrido. No caso das queimaduras de sol, aplica-se, primeiro, o Protetor Solar de Aloe Vera, depois, cobre-se o local com Gel Aloe vera, que protege a pele da escamação e promove uma revitalização dérmica mais rápida. Como medida preventiva, utiliza-se Protetor Solar antes que o animal, que vive dentro de casa, seja exposto ao sol forte. Uma vez que a nova pigmentação se forme, não há mais perigo de queimadura solar. Se a queimadura provocar inflamação excessiva, vale a pena aplicar injeções intramusculares de Extrato de Aloe para promover a redução da dor e do inchaço. Para cachorros e gatos, recomenda-se a dosagem de 5 cc. Para cavalos e vacas, de 30 cc.

CÂNCER - GENGIVITE - PROBLEMAS PERIODONTAIS

Câncer de Pele
Julho de 1982 – Câncer tomando a face, pescoço e peito de um English Pointer, depois de ter passado por 3 veterinários e tratamentos diferentes, nos últimos 4 meses.
Meio de setembro de 1982 – o mesmo cachorro, com a saúde 100% recuperada, após 6 semanas de tratamento interno e externo com Suco de Aloe Vera Puro.
Protocolo utilizado:

- Uso interno: Suco de Aloe Vera Puro misturado à comida.
- Uso externo: Suco de Aloe Vera Puro coado e borrifado duas vezes ao dia, deixando a área afetada completamente umedecida. (Embora nessa época não existisse ainda Spray de Aloe com Ervas Medicinais, somente Extrato de Aloe e o Suco de Aloe Vera Puro, a preferência foi dada a este último para diminuir os custos do tratamento, que acabou sendo 85% inferior aos outros alopáticos).

Câncer na Gengiva
O câncer na gengiva superior do cachorro já havia se expandido até por entre os dentes. Durante o processo de remoção dos tecidos por eletro-cirurgia, o Extrato de Aloe foi utilizado como fator de controle hemorrágico. Não havendo sobrado membrana mucosa suficiente para fechar a ferida com pontos e enquanto o cachorro ainda se encontrava sob o efeito da anestesia, a área foi coberta por Gel de Aloe Vera sobre uma gaze. Após a cirurgia, o Gel de Aloe Vera foi regularmente aplicado. Em 2 semanas a regeneração dos tecidos foi surpreendente. Em 3 semanas o processo de cura atingiu os 100%.

Problemas Periodontais
Problemas nos dentes e na gengiva são normalmente provocados por patologias sistêmicas, assim como os órgãos também podem ser afetados por doenças nos dentes e na gengiva – abscessos nos dentes podem também levar à morte. Por isso, tratamentos tópicos nem sempre são suficientes. De acordo com pesquisas desenvolvidas para o Aloe Vera of America, tanto o gel in natura, como o Extrato de Aloe e o Gel Dental de Aloe e Própolis mostraram ter forte poder de inibição sobre a bactéria strep mutans – microrganismo de grande resistência e “matéria-prima” das placas dentárias. Portanto, como medida preventiva, recomendamos que os dentes dos cachorros sejam escovados com Gel de Aloe Vera ou Gel Dental de Aloe e Própolis algumas vezes na semana. O excesso de tártaro dos dentes que atinge a gengiva causa sua retração, abscesso e a perda dos dentes. Esse problema pode ser revertido com aplicações de Gel de Aloe Vera, que não apenas combate as bactérias como promove a estimulação e regeneração dos tecidos da gengiva.


Um quadro de gengivite, com pus já saindo da linha da gengiva, precisa ser inicialmente limpo com algodão embebido de Extrato de Aloe antes da área ser revestida com Gel Aloe Vera para que a infecção seja combatida, os tecidos mortos naturalmente eliminados e outros novos sintetizados.
Caso uma intervenção cirúrgica seja necessária, o complexo de aminoácidos do gel de Aloe vera estabilizado promove o rápido crescimento de novos tecidos saudáveis.– A Clínica Holland jamais encontrou uma única contra indicação para o uso da Aloe vera nos animais –

INFECÇÃO - FRATURA - VERRUGA

Uma Infecção por Estreptococos
Através da corrente sangüínea, uma infecção por estreptococos, a partir do umbigo, provocou a ulceração do decúbito e o inchaço dos joelhos.
Reconhecendo a superioridade da Aloe vera em relação aos medicamentos farmacológicos, optou-se pelo uso exclusivo do Extrato de Aloe, Loção de Aloe com Jojoba e Gel de Aloe Vera, para eliminar o pus, combater à infecção, aumentar da circulação e acelerar a regeneração tissular.
O Protocolo Adotado:
- 1. Injeções de 10 cc (no mínimo) de EXtrato de Aloe, duas vezes ao dia, diretamente sobrea área afetada – a Aloe vera, além de atóxica, funciona sob o binômio dose-resposta. - 2. Massagens com generosas quantidades de Loção Balsâmica de Aloe para combater o edema e aumentar a flexibilidade e mobilidade das pernas.
- 3. Recobrir a área com Gel de Aloe Vera - assim muitas vacas, recuperam a saúde em umas três semanas e tiveram suas vidas a salvo.

Fraturas expostas no maxilar inferior de uma vaca
Inicialmente o local, já infeccionado, foi limpo com água e depois com Extrato de Aloe, que ajuda a reduzir a dor, a infecção e a inflamação.
Sobre a área exposta foi posta uma generosa quantidade de Gel de Aloe Vera, que além de ajudar a reduzir a dor, a infecção e a inflamação, tem uma viscosidade que facilita a adesão ao ferimento e impede a infecção dos ossos.


Foram 6 dias de duas aplicações diárias: Extrato de Aloe/Ge de Aloe Vera. No sétimo dia o ferimento havia fechado, impossibilitando qualquer contaminação futura sobre a fratura e promovendo a aceleração da cicatrização do osso. Após 4 semanas, a vaca já não apresentava maiores problemas para comer.


Ringworm é uma dermatite contagiosa e comum a todos os animais. Uma vez os pêlos raspados, a área deve ser diariamente limpa com Shampoo Neutro de Aloe Vera (esfregar por uns 10 min) e Extrato de Aloe ou Spray de Aloe e Ervas Medicinais, antes de ser recoberta por Gel de Aloe Vera.
Paralelamente, o suco de Aloe vera misturado à ração elimina a necessidade do uso de fungicidas, que tornam leite proibido para consumo e, por isso, precisa ser jogado fora. Em casos graves, aplicar 30cc de Extrato de Aloe uma ou duas vezes ao dia. Caso tenha afetado a área dos olhos (foto), o uso do Aloe é também mais seguro.


Verrugas são facilmente tratadas com aplicações diárias de Gel de Aloe Vera, que as fazem cair em uma ou no máximo duas semanas.

Infecções Respiratórias
Qualquer animal pode sofrer de infecção respiratória, principalmente no inverno. Como prevenção, o Suco de Aloe Vera Puro administrado como suplemento alimentar tem provado ser de grande eficiência, além de deixar os animais emocionalmente mais estáveis e menos vulneráveis ao estresse. Segundo a experiência da Holland Veterinary Clinic, o melhor tratamento contra o catarro, a tosse ou qualquer tipo de infecção sistêmica são injeções intravenosas (aplicadas muito lentamente) ou intramusculares de 20 cc a 60 cc de Extrato de Aloe uma ou duas vezes ao dia. (Para evitar edemas no local da picada, cada injeção intramuscular não deve ultrapassar 20 cc.) Assim é possível acelerar a eliminação do muco/catarro (sem perigo algum de sufocar o animal) e controlar a infecção para que ela não alcance os pulmões ou outras partes do organismo. Esse processo de cura, embora seja 50% mais prolongado do que o dos medicamentos alopáticos, evita qualquer efeito colateral tóxico ou alérgico inerente a todos os fármacos organismo e evita o desperdício do leite, que se torna imprópria ao consumo.
Bezerros e vacas respondem rapidamente à Aloe vera. Contra a tosse e a infecção pulmonar, injeções de 20 cc de Extrato de Aloe para os animais menores e de 30 cc a 60 cc para os maiores – a agulha é inserida entre os anéis de cartilagem da traquéia.


Contra o catarro, injeções na traquéia ou infusões intranasais de EXtrato de Aloe são de grande eficiência.


Contra infecções respiratórias, é fácil injetar com um bico plástico o Extrato de Aloe na narina dos gatos ou cachorros pequenos.


Nesse caso foram usados 10 cc de Extrato de Aloe em cada narina – procedimento que pode ser repetido duas vezes ao dia ou quantas vezes forem necessárias. Injeções intratraqueais também são usadas para o mesmo fim, mas devido à musculatura espessos dos porcos, aplicações intranasal são mais fáceis.

GOTA
A gota é uma doença que acontece não apenas nos humanos mas também em animais. Devido a uma deficiência metabólica o organismo deposita uma quantidade excessiva de ácido úrico (sodium biurato) nos ossos e juntas. Isso causa endurecimento dos tecidos, inchaço e dor. Embora possa se manifestar nos pulsos, braços, lóbulo da orelha, o mais comum é que ela apareça nas partes inferiores do corpo, seguindo as leis da gravidade. Devido ao alto grau de intoxicação e conseqüente rigidez dos tecidos, a dor e a dificuldade de movimentos aumentam. Esse quadro deve ser tratado tanto em nível sistêmico como tópico - nesse caso a substância mais utilizada na veterinária tem sido o DMSO (um primo do MSM) que, embora aumente a permeabilidade dos tecidos, tem de ter sua toxicidade neutralizada pelo alho. As aves de granja e os pássaros tropicais, sobre tudo os maiores, como os papagaios, são os mais atingidos. A gota é outra condição contra a qual o Aloe vera exerce uma ação extraordinária, sendo que seus efeitos positivos se estendem ao aumento do nível de energia, de disposição e prevenção às doenças infecciosas e funciona como um suplemento alimentar.
Tanto para as aves como para outros animais, a Aloe vera funciona como um desintoxicante sistêmico e potencializador de outros medicamentos.
Um papagaio vitima da Gota chegou à Clínica Holland com um grande depósito de ácido úrico enrijecido.


Nesse Caso o Tratamento foi: - Uso tópico – uma combinação de partes iguais de Extrato de Aloe, DMSO (um primo do MSM) e extrato de alho aplicada 2 vezes ao dia. - Via oral – 3 cc de Suco de Aloe Vera Puro, 4 vezes ao dia.


Em 2 dias as dores começaram a ceder e mais 2 dias o processo de cura estava completo. Através dos procedimentos “normais”, esse quadro só seria revertido em uns 24 dias, se é que isso seria alcançado.

Enregelamento dos Pés
Nugget era uma arara que ao fugir de casa por duas semanas, em um dos períodos mais frios da história do Texas, acabou sofrendo enregelamento dos pés – que de cinza claro se tornaram pretos e inchados – e um início de gangrena. Na tentativa de parar a infecção, foi medicada com antibióticos, mas o prognóstico era de que acabaria perdendo três dedos ou a perna, e provavelmente a vida. Diante deste veredicto, seu dono procurou Bill Coats (co-autor desse livro “Creatures in our care – The veterinary uses of Aloe vera”) com quem havia trabalhado em alguns vídeos sobre os benefícios da Aloe vera no campo da medicina e do atletismo. Assim foi instruído a inicialmente lavar seus pés com Extrato de Aloe, para dar tratamento de choque à infecção e eliminar grande parte dos tecidos mortos, e depois, tanto quanto possível, recobri-los com Gel de Aloe Vera. Se nos três primeiros dias isso foi uma tarefa árdua diante da resistência da arara em agonia, e cujo bico é extremamente afiado, a partir do quarto dia, já muito melhor, tudo ficou mais fácil, pois ela passou a oferecer os pés a serem tratados. Assim, o Gel de Aloe Vera passou a ser aplicado várias vezes ao dia. Em 2 semanas de aplicações do Gel de Aloe Vera já se notava diferenças e em 5 semanas os pés de Nugget estavam 100% restabelecidos.

A História de Tex
A experiência com a recuperação de Rusty foi crucial para a vida de Tex – um collie de 7 anos que, em conseqüência de um enregelamento, chegou Clinica Holland não apenas com três patas já com os ossos expostos, sangrando e inchadas, mas também começando a gangrenar – pois os veterinários já conheciam o potencial do complexo proteolítico enzimático do gel da Aloe vera em combater infecções, eliminar os tecidos danificados e promover a síntese de novos tecidos em tempo recorde.


Para que houvesse esperança de salvar as pernas de Tex e de ele voltar a andar era fundamental preservar ao máximo todos os tecidos saudáveis, por isso os procedimentos cirúrgicos de limpeza foram descartados e o Gel de Aloe Vera eleito como único agente terapêutico a ser empregado. E assim foi. Com aplicações diárias, a circulação das patas foi revitalizada, os tecidos mortos foram naturalmente eliminados e novos tecidos sintetizados, sem que qualquer infecção primária ou secundária aparecesse.


Após 60 dias pode-se ver a total regeneraçãodas patas, com exceção da pata traseira esquerda, mas que, sob qualquer outro tipo de tratamento, teria acabado amputada ou Tex teria perdido a vida.

Problemas de Pele
Inicialmente o local foi limpo com detergente ameno e com Extrato de Aloe, que além de desinfetar também facilita a remoção da crosta. Os pêlos foram raspados, para evitar qualquer contaminação periférica, e o Gel de Aloe Vera foi diariamente aplicado sobre toda a área afetada. Seis dias depois o processo de regeneração se mostra bastante avançado. Em 16 dias a ferida está quase fechada. Todo o processo de cura levou apenas 3 semanas.

Infecção Gerada por Pulgão Dentro da Orelha
Coelhos são extremamente sensíveis a infecções e qualquer irritação lhes é muito dolorosa. O interior da orelha de um coelho parece uma casca de árvore devido a uma infecção gerada por pulgão. O Extrato de Aloe embebido em algodão foi utilizado para:1. Amolecer a crosta 2. Facilitar a retirada dos tecidos mortos 3. Reduzir a infecção e a inflamação. 4. Aplacar a agonia do animal. Em 5 dias o animal estava totalmente recuperado. Se o protocolo tradicional, à base de medicamentos alopáticos, tivesse sido utilizado, o processo de cura teria levado pelo menos um mês,se é que ele pudesse ter sido alcançado.

Úlceras no Decúbito
Sofrendo de um processo de paralisia ascendente, um cachorro passou a permanecer sentado, que lhe provocou úlceras de terceiro e quarto grau no decúbito, chegando a atingir os ossos. Limpas com Extrato de Aloe, as úlceras passaram a ser recobertas com Creme de Aloe com Propolis, duas vezes ao dia. Após uma semana, os tecidos estavam totalmente regenerados. Cada dia mais os cachorros estão apresentando alergia às pulgas.As reações podem ser as mais diversas. Existem caso de alergia mais grave, mas em apenas 3 semanas, um caso de alergia a pulgas estava totalmente curado, com o seguinte tratamento:
1. Shampoo Neutro de Aloe Vera para a limpeza do local – remover as pulgas e os detritos, sem possibilidade de provocar qualquer alergia secundária.
2. Gel de Aloe Vera ou Loção de Aloe com Jojoba sobre o local.
3. 1 ou 2 colheres de Suco de Aloe Vera via oral - ajuda a equilibrar o organismo e a combater o estresse provocado pela reação alérgica.

PROBLEMAS NOS OLHOS
Nebulosidade nas Córneas

Após 2 semanas pingando Extrato de Aloe duas vezes ao dia os olhos já estavam praticamente limpos, segundo seu dono.
Úlcera nos Olhos
Uma semana de uso tópico de antibiótico parece ter acelerado ainda mais o processo de ulceração.
Na Clinica Holland, Extrato de Aloe foi borrifado diretamente sobre os olhos para limpar o pus e ainda uma segunda vez para mais uma limpeza.
Em 24 horas os olhos já estavam 80% limpos.
Em 48 horas não havia mais úlcera ou infecção alguma.
Conjuntivite / Queratite
Muito comum nas vacas, em casos graves,a regeneração da visão é praticamente impossível, mas o processo degenerativo pode ser freado com Extrato de Aloe.

Nebulosidade nas Córneas
A nebulosidade da córnea seja em conseqüência de uma úlcera ou da idade, se não for tratada, tende a piorar. Nesse caso ela foi associada a uma ulceração.
Extrato de Aloe borrifado diretamente nos olhos fez com que o processo de cura fosse 50% mais rápido do que qualquer outro tratamento tradicional.

FISTULA ANAL- DIARRÉIA – OTITE
Fístula Anal

Um caso clássico de fístula anal. A pressão do saco forçou uma ruptura. Assim, através de uma massagem com o indicador e o dedão, a glândula pode ser esvaziada de uma grande quantidade de material infectado.
Através da abertura, a glândula é preenchida com Extrato de Aloe, cuja atividade proteolítica enzimática promove a total eliminação do pus ou qualquer tecido morto remanescente e seu potencial bactericida combate a infecção. A ferida é, então, preenchida por um algodão com Extrato de Aloe.
Ao remover o algodão, 24 horas depois, pode-se ver a ferida totalmente limpa. O processo de cura total foi alcançado em apenas uma semana – seguindo procedimentos ortodoxos esse mesmo processo levaria, no mínimo, de 2 a 4 semanas.


Diarréia
O potencial de ação da Aloe vera, ao normalizar o estado fisiológico e regular o sistema de eliminação dos animais, é de grande eficiência contra a diarréia. Os bezerros privados do colostro (fundamental à maturação do sistema imunológico) antes de completarem 10 dias de vida, como reza a indústria leiteira, são extremamente vulneráveis e maiores vítimas da diarréia, que os deixam totalmente desidratados e enfraquecidos. A experiência dos fazendeiros do Delta Valley da Califórnia, descrita por Bill Coats e Robert Ahola no livro The Silent Healer (Sweet, Austin. 1984) não deixa dúvida do quanto o suco do gel de Aloe vera pode fazer pela rápida recuperação da saúde desses animais.

Otite
A infecção dos ouvidos é um dos quadros mais preocupantes devido às implicações que pode acarretar. Sua origem pode ser sistêmica ou de fontes externas, como acúmulo de sujeira e umidade, por falta de higiene, gerando um ambiente propício aos fungos e bactérias (cachorros de orelhas caídas são 3 vezes mais vulneráveis a esse tipo de infecção). A limpeza com álcool ou peróxico de hidrogênio (água oxigenada) pode ressecar e irritar ainda mais um canal auditivo já sensível.


Na experiência da Clinica Holland, contra o excesso de cera no ouvido, basta encher o canal auditivo com Extrato de Aloe e massageá-lo externamente por 2 minutos. Depois limpar e secar com algodão ou cotonete. No início de uma infecção, esse mesmo procedimento deve ser repetido duas vezes ao dia, pois o Extrato de Aloe tanto combate as bactérias como promove a eliminação dos tecidos mortos e reduz o inchaço – é impressionante a velocidade com que ele é absorvido pela mucosa. O pulgão é um dos principais protagonistas da otite dos animais, principalmente dos gatos. Em casos mais avançados, com pus. No caso da orelha estar infectada e inchada, aplicar Gel de Aloe Vera duas vezes ao dia. A remissão não deve levar mais do que alguns dias. No caso do inchaço ter fechado o canal auditivo, primeiro aplicar o Extrato de Aloe e depois o Gel de Aloe Vera até que ele se abra e possa ser limpo.


Com o uso da Aloe Vera, os procedimentos cirúrgicos foram reduzidos. Quando necessários, porém, o uso do Aloe vera durante e após a cirurgia tem ajudado a reduzir as hemorragias, a dor e os inchaços que acompanham esse procedimento. Além de a regeneração tissular ter sido mais rápida e a cicatriz muito reduzida.


Os 150 casos de otite, entre os quais alguns persistentes, tratados com Extrato de Aloe e Gel de Aloe Vera na Clinica Holland foram igualmente bem-sucedidos. Na experiência de dois anos do Dr. Ihor Basko, mais de 200 casos de otite crônica foram tratados com 100% de sucesso, não apenas com Extrato de Aloe e Gel de Aloe Vera, mas também substituindo os alimentos industrializados por grãos integrais, vegetais e concentrados protéicos.


Um caso de infecção crônica do ouvido precisou de cirurgia, pois o canal auditivo em forma de L estava impedindo a reversão do quadro. Além de doloroso, esse tipo de cirurgia promove um grande inchaço local.
Nessa operação, o Extrato de Aloe foi utilizado durante a cirurgia como agente coagulante para controlar hemorragias, enquanto o Gel de Aloe Vera foi utilizado para reduzir a dor e o inchaço pós-cirúrgico, enquanto ajudava a combater a causa primária.


Com duas aplicações diárias de Gel de Aloe Vera, o cachorro se recuperou sem qualquer problema, nem mesmo utilizou a pata para coçar, o que, eventualmente, poderia romper os pontos e irritar a área

VAGINA - ÚTERO – TETA


Tratamento da Ruptura da Cavidade Vaginal de uma vaca
Para reduzir o inchaço e a dor, ao mesmo tempo em que acelera a perfeita regeneração dos tecidos, basta recobrir a vagina, por dentro e por fora, com Gel de Aloe Vera. Esse tipo de ferimento tem grande facilidade de infeccionar. O Gel tanto esteriliza o local como acelera a eliminação dos tecidos necrosados.

Útero Inverso
A inversão do útero requer uma ação rápida para que o útero retorne ao interior do organismo. Nesse caso, como o útero está normalmente inchado e contaminado, sua reposição requer grande esforço físico. Recobrindo-o com Gel de Aloe Vera garante-se sua esterilização e lubrificação, o que facilita a sua reposição. O potencial bactericida do Gel de Aloe Vera também reduz a possibilidade de infecção no animal e em quem esteja socorrendo-o, poupando-os da ação devastadora, embora profilática, dos antibióticos farmacológicos. Aumentando o fluxo sangüíneo da área lesionada, o Gel de Aloe também acelera o processo de síntese de novos tecidos.


Problemas com a Teta
Em decorrência do enregelamento, a pele da teta gangrenou. Em vez de amputá-la como medida preventiva contra qualquer possibilidade de infecção, que é o que geralmente ocorre, optou-se por recuperá-la com a ajuda do Gel de Aloe Vera. Duas semanas depois, como se pode ver, o processo de cicatrização encontra-se avançado e a área totalmente desinfetada.
Injeções de Extrato de Aloe são a melhor opção contra qualquer possibilidade de infecção pós-cirúrgica, pois, diferente das drogas farmacológicas, como os antibióticos, o leite não precisa ser jogado fora durante o tempo que durar o tratamento. Qualquer machucado na teta pode provocar um quadro de mastite. O tratamento precoce com o Gel de Aloe é um excelente preventivo contra a agravação do problema.

Para o tratamento da mastite, tanto o Extrato de Aloe como o Gel de Aloe Vera podem ser utilizados. A dose mais comum é de 30 cc em cada teta atingida. Vinte quatro horas depois o ubre é esvaziado e o tratamento é repetido. Em casos mais graves administra-se até 60 cc duas vezes ao dia em cada teta. Após a injeção de Extrato de Aloe, massagear a teta em direção ao úbere para ajudar sua penetração no sistema de dutos e aumentar sua área de ação. Mesmo havendo necessidade do uso de antibióticos mais fortes, a Aloe vera deve ser utilizada para acelerar a diminuição do inchaço e a eliminação das toxinas. Aloe vera também atua contra o inchaço do úbere. Massagens com Loção Balsâmica de Aloe ou Extrato de Aloe injetado diretamente no tecido do úbere são de grande eficiência Se a infecção for grave e a febre persistir, administrar ainda, a cada 4 ou 6 horas, 2 oz de Suco de Aloe Vera Puro via oral ou 30 cc de Extrato de Aloe injetado.

FERIMENTOS EM GATO
Ferimentos frios e úmidos, doloridos ou não, indicam grande perda de sangue, ausência de circulação e uma grave perda de tecidos. Ferimentos quentes e doloridos são indícios de boa circulação e propensão a responder rapidamente aos tratamentos.

Vítima de uma briga, o gato chegou à Clinica Holland com a pata inchada e pus saindo pelas unhas. A pele estava escura, dura, seca e fria ao toque.A infecção parecia profunda e tudo levava a crer que os dedos ou mesmo a pata precisassem ser amputados. Depois de lavada, a pata foi recoberta com Gel de Aloe Vera e protegida por uma bandagem. O curativo era trocado uma vez por dia. No 6º dia, o ferimento já apresentava uma grande melhora. Os tecidos mortos estavam sendo substituídos por novos. Não seria mais preciso amputar a pata. Ao final do 12º dia, a pata já estava totalmente regenerada.

Briga entre Gatos
Durante uma briga entre gatos, as áreas mais afetadas são a cabeça e o ombro, que facilmente se transformam em abscessos.
A primeira providência é, portanto, perfurá-lo para drenar o pus acumulado. Injeta-se, então, Extrato de Aloe dentro da cavidade para combater a infecção e reduzir o inchaço e cobre-se toda a área com Gel de Aloe Vera. Paralelamente Injeções intravenosas ou intramusculares de Extrato de Aloe são aplicadas para combater a infecção e a inflamação. A utilização diária de Aloe vera tanto em nível tópico quanto sistêmico fez com que esse gato ficasse curado em apenas 8 dias.

FERIMENTO EM CÃES
A História de Rusty
O cachorro havia sido baleado na pata direita dianteira por uma pistola de grande calibre, que fraturou o seu cúbito, um osso muito fino. Como é o costume dos animais feridos, ele desapareceu por três dias. Ao retornar à casa, foi levado imediatamente ao Dr. Holland. A ferida estava imunda e seus músculos já haviam encolhido e enrijecido. Nesses casos, para preservar a vida do animal, o mais comum é a amputação do membro. Mas como seu dono desejava imensamente tentar salvar-lhe a perna, optou-se por tentar remover os tecidos mortos através de uma intervenção cirúrgica e, em seguida, o ferimento passou a ser tratado exclusivamente com Extrato de Aloe e Gel de Aloe Vera. O curativo era refeito diariamente: limpava-se com Extrato Aloe e depois aplicava o Gel de Aloe Vera. Em duas semanas tornou-se evidente que a perna do cachorro estava reagindo positivamente, e em 60 dias estava totalmente curado, com os músculos quase normais. Essa cura, sob circunstâncias usuais, poderia ser classificada como milagrosa. O Dr. Holland, porém, tem documentado muitos outros casos de regeneração teoricamente impossível.
De acordo com o Dr. Holland, este talvez tenha sido o primeiro caso realmente grave em que optou por fazer uso exclusivo da Aloe vera, pois, sem ela, as chances de salvar-lhe a perna teriam sido mínimas. Com esse tratamento, assim como em muitos outros depois desse, ficou evidente que a utilização da Aloe vera estabilizada faz com que a remoção dos tecidos necrosados através de uma intervenção cirúrgica seja desnecessária, além do que, por mais habilidoso que o cirurgião seja, parte dos tecidos saudáveis sempre acaba sendo removida. E afirma: “A experiência com a Aloe vera também me mostrou que seu potencial antiinfeccioso é muito superior à maioria dos antibióticos”.

Mordidas de Cachorro
Após limpar a ferida com Shampoo Neutro de Aloe Vera, Extrato de Aloe e Spray de Aloe com Ervas Medicinais (utilizado pela primeira vez na Clínica Holland), verificou-se que a mordida havia atingido os músculos de forma tão brutal que não havia perspectiva de qualquer sucesso cirúrgico.
A costura foi feita de modo a deixar espaços abertos para permitir a drenagem e facilitar a penetração do Spray de Aloe, cuja formulação ajuda a acelerar a regeneração dos tecidos e a diminuir a dor e o inchaço mais rapidamente.
Duas semanas depois, a pele já seca por falta de circulação, ainda funciona como bandagem natural para proteger o ferimento enquanto os tecidos se refazem por baixo. Com medicamentos alopáticos, seriam necessárias de 4 a 8 semanas para alcançar esse estágio.
CUIDADOS ESPECIAIS PARA CAVALOS

Suco e Bebidas à Base do Gel de Aloe vera
O suco e bebidas à base do gel de Aloe vera funcionam como um tônico metabólico para os cavalos: revitaliza e eleva os níveis de energia, ajuda a manter a flexibilidade e a resistência das juntas, aumenta a disposição e tolerância aos exercícios de treinamento, acalma os nervos e reduz a sensibilidade ao barulho ou qualquer outro fator de irritação. Essas bebidas não têm efeitos colaterais, não contaminam o sangue (como nos casos de dopings), e são benéfico a qualquer tipo de cavalo: corrida, salto ou passeio. Misturados à ração, são facilmente consumidos pelo animal.

Extrato de Aloe Vera é um excelente desinfetante e acelera a regeneração tissular, portanto, ideal para ser usado em qualquer tipo de ferimento. Seu pH de 4,5 é o que lhe garante a ação suave, mesmo quando utilizado em áreas mais sensíveis como os olhos.

Gel de Aloe Vera é um poderoso antiinflamatório, antimicrobiano e cicatrizante, rapidamente absorvido pela pele. Sobre os ferimentos, sua aplicação deve ser feita logo após a limpeza da área com o Extrato de Aloe. Nos casos de inflamação e inchaço, ele deve ser generosamente aplicado e levemente friccionado sobre o local.

Spray de Aloe com Ervas Medicinais, aplicado diariamente na pata dos cavalos, promove maior flexibilidade e resistência aos tendões.

Shampoo Neutro de Aloe Vera é excelente tanto para a higiene (antisséptico) como para revitalizar, hidratar e dar brilho aos pêlos, crina e rabo dos cavalos.

Protetor Solar de Aloe - As pontas das orelhas e do nariz dos animais são as partes mais vulneráveis aos efeitos nocivos dos raios solares. Por isso, sempre que necessário o protetor deve lhes ser aplicado.

FERIMENTOS EM CAVALOS - Uma Ferida
A ferida foi preenchida com Gel de Aloe Vera antes de ser costurada, mas quatro dias depois, devido ao inchaço do local, os pontos estouraram.
O Gel de Aloe Vera continuou sendo diariamente aplicado na ferida. Duas semanas depois, os tecidos estavam totalmente regenerados e sem cicatriz.

Regeneração Tissular
Pata Cortada
A pata cortada por um arame foi tratada exclusivamente com Gel de Aloe Vera aplicado várias vezes ao dia. 2 semanas e meia depois a regeneração dos tecidos estava completa – com antibióticos isso levaria 8 semanas, no mínimo.

O Processo de Cicatrização nos Cavalos
A pele dos cavalos, por ser muito fina, se rompe facilmente quando costurada e tem um processo de cicatrização muito lento e difícil.
Desirey, alérgica a todo o tipo de antibiótico e medicamento, aos três meses teve o canto da boca dilacerado. Por se tratar de uma área de grande atividade, os pontos logo se romperam.
Três semanas depois de ser tratada com Extrato de Aloe e Gel de Aloe Vera, a cicatrização estava completa e o processo de cura foi descrito como excepcional.

Problemas Casco
Caso 1

Inicialmente o machucado foi aberto para facilitar a drenagem do pus e limpo com Extrato de Aloe. A área é, então, coberta com Gel de Aloe Vera e por uma bandagem. Cinco ou 7 dias depois, quando o curativo é aberto, pode-se observar que o processo de regeneração tissular está completo ou quase completo, ou seja, em metade do tempo se comparado aos tratamentos alopáticos.

Caso 2
A rachadura na pata do potro acabou afetando todo o pé. Tornou-se, então, necessário aparar toda a sola para remover os tecidos mortos. Uma vez limpa, a área é recoberta diariamente com Gel de Aloe Vera e protegida por uma bandagem.
Em 10 dias a sola foi totalmente regenerada. Normalmente, aplicações freqüentes de medicamentos alopáticos amolecem os tecidos, retardando a regeneração do casco. Com a constante aplicação de Aloe vera, entretanto, acelera-se a síntese de novos tecidos.

Caso 3
O hematoma que se formou na sola do casco precisou ser drenado, através de uma incisão, para diminuir a pressão interna.
A aplicação de Gel de Aloe Vera com uma bandagem fez com que em 24 horas a hemorragia já estivesse controlada.Um novo curativo com Gel de Aloe, foi deixado no local por 7 dias.
Em menos de 10 dias o casco estava totalmente refeito. Se qualquer tratamento farmacológico tivesse sido aplicado, esse mesmo resultado não seria esperado antes de 30 dias.

Pata de Vaca
O caso de uma pata de vaca, também conhecido como pé apodrecido – uma infecção por Spherophorous necrophorous que provoca a inflamação dos tecidos moles do meio do casco e faz o animal mancar.Quanto mais cedo for tratada, melhor.
Protocolo adotado pela Clinica Holland em inúmeros casos, com grande sucesso:
1. Limpar a área com sabão e cortar a pele morta entre os dedos. 2. Secar bem o pé. 3. Aplicar Extrato de Aloe seguido de uma generosa quantidade de Ge de Aloe Vera em uma gaze. 4. Segurar o curativo com um esparadrapo a prova de água. 5. Abrir o curativo depois de 5 dias e, se ainda for necessário, fazer um outro igual. 6. Não sendo possível fazer esse tipo de curativo, borrifar Extrato de Aloe ou Spray de Aloe, 2x ao dia

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O que recomendamos para Uso Veterinário:

Gel de Aloe Vera - Suco de Aloe Vera Puro - Suco de Aloe com Maçã e Uva do Monte - Extrato de Aloe Vera - Spray de Aloe com Ervas Medicinais -Sabonete Neutro Liquido de Aloe Vera - Shampoo Neutro de Aloe Vera - Creme de Aloe com Própolis -Gel Dental com Aloe e Própolis - Pollen - Bastão de Aloe - Loção Balsâmica de Aloe - Própolis - Suco de Aloe com Glucosamina e Condroitina - Loção de Aloe com Jojoba - Gel de Aloe com Canela - Loção Hidratante de Aloe - Protetor Solar de Aloe -

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Do Livro Creatures in Our Care - The Veterinary

Uses of Aloe Vera by Dr. Holland, DVM and Bill Coats, R.Ph., - Tradução de Mônica Lacombe Camargo

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As propriedades medicinais das plantas de Aloe Vera têm sido comprovadas pois egípcios e gregos antigos usavam extratos no tratamento de doenças e produtos derivados foram incluídos em textos herbários orientais e ocidentais por séculos.

Recentemente, investigações sobre o Aloe demonstraram o valor dos produtos em doenças adquiridas por radiação, tuberculose e queimaduras por calor.

Nos últimos anos, surgiu interesse no potencial médico da planta e isso também passou para a Medicina Veterinária, os produtos de Aloe Vera são promovidos para tratamento de animais e há fornecedores que trabalham para promover produtos de uso em cavalos e animais de granja (aves e coelhos, por exemplo).

Como é comum na veterinária, a atitude quanto a esses produtos é de ceticismo, pela propaganda da sua eficácia, que incluiu quase tudo, fazendo-a parecer pouco crível.

Apesar das reservas, resolvemos utilizar uma quantidade do gel para avaliar o produto em condições especificas, usaram-se duas formas do extrato do Aloe nos casos clínicos com eqüinos: um gel oral (misturado com alimentos) e um gel tópico como loção epidérmica.

Os casos epidérmicos foram tratados usando, Aloe Vera, com base em experiência estabelecida com outros produtos tópicos: usou-se o extrato da planta em lesões que respondem de forma previsível a outros medicamentos e compararam-se os resultados.

Para o gel oral,. elegeu-se a síndrome de letargia, que quase não tem respondido à terapia normal e que oferecia a oportunidade de explicar aos clientes que se usaria o Aloe Vera porque havia pouco a fazer com medicamentos tradicionais. Cavalos afetados por essa doença tem contagem de leucócitos inferior à nomial quando comparados a cavalos de idêntico tipo, idade e condições. Freqüententente, tem bom apetite e podem estar em boas condições. Tem pouca tolerância a exercícios e podem estar letárgicos nos estábulos. Alguns cavalos mostram uma anemia concomitante.

A doença poderia ser secundária de infecção respiratória virótica ou bacteriana, mas em outros cavalos não havia uma causa óbvia precipitadora e o dono simplesmente informava que o cavalo estava decaído e fraco. Devido à semelhança com as síndromes humanas pós-viróticas ou virose persistente, pensou-se que o responsável fosse um agente virótico, mas até agora não se produziu isolamento ou identificação de nenhum vírus.

Sem nenhum tratamento, alguns cavalos se recuperariam com descanso e tempo, mas outros ficariam letárgicos por meses até o final.

Nessa experiência, suplemento multivitamínico, antibiótico e terapias normais fracassaram.

Foram tratados casos de leucopenia persistente e letargia com gel oral de Aloe em uma proporção de 240 ml por dia de 3 a 5 semanas. Todos os cavalos incluídos no teste tiveram leucopenia e depressão, mas sem outros sinais de doenças ou infecção. Alguns receberam previamente outros tratamentos, inclusive multivitaminas e imunoestimulantes, como extrato de paredes de células de bactérias ou levamísole.

Nenhum dos cavalos recebeu tratamento coincidente enquanto se tratava com Aloe Vera.

Os resultados indicam que significativa porção dos cavalos responde à medicação com Aloe oral.

Nos animais que mostraram aumento no total de leucócitos, houve também aumento na vitalidade e tolerância a exercícios.

Os animais que não melhoraram foram separados para descansar mais.

Estes resultados são significativamente melhores que os de experiência com outros tratamentos ou só com descanso.

A eficácia tópica do extrato de Aloe Vera foi menos fácil de monitorar porque há terapias médicas provadas e efetivas contra a maioria das doenças epidérmicas em eqüinos e os proprietários se mostram renitentes em permitir que se teste um produto se esse tratamento exige deixar de lado remédios, já provados.

Usamos, porém, gel tópico de Aloe para tratamento da dermatose micótica circunscrita (tinha) em cavalos com poucas lesões. A resposta à aplicação de 3 vezes diárias do gel tópico por uma semana foi pelo menos tão efetiva como a aplicação do Eniconazole.

A "febre do barro" foi tratada com a aplicação de extrato de Aloe Vera junto a trocas de administração para assegurar limpeza e secagem das patas, nestes casos a resolução foi igualmente rápida com extratos de Aloe como com os tópicos antibióticos e anti-inflamatórios.

A hipersensibilidade ao contato (placa urticária) foi tratada com tópicos de Aloe Vera em certa quantidade de cavalos. A evidência da inflamação se reduziu tão rapidamente como se esperaria com anti-inflamatórios sistêmicos ou tópicos convencionais. As feridas infectadas e tratadas com a aplicação do gel de Aloe Vera sararam de maneira satisfatória sem cobertura adicional antibiótica e sem desenvolvimento de muito tecido de granulação, mesmo quando estavam situadas em arcas móveis das patas.

Apesar das limitações desta forma de estudo clínico, acreditamos que há benefícios terapêuticos a conquistar com a administração dos extratos de Aloe Vera.

O ceticismo se dá porque os produtos foram promovidos de forma totalmente não-científica e porque não há análise detalhada dos compostos químicos que os compõem. O valor dos medicamentos derivados desta planta está, porém, bem estabelecido e a aceitação geral dos agentes terapêuticos tais como digexin, os salicilatos, atropina. piretro e a cocaína indicam que produtos derivados de plantas, potencialmente úteis; não devem ser deixados de lado como "alternativos" simplesmente porque não foram exaustivamente analisados e documentados.

"INFORME AGRO PECUÁRIO" - VEÍCULO OFICIAL DE INFORMAÇÃO DO SINDICATO RURAL DE CAMPO GRANDE - MS (11/97)

Fonte: http://suplementosvitais-veterinaria.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Produção com a raça Anglonubiana

 

Existem algum sistemas de produção que são “universais”: basicamente, os sistemas intensivos, lembrando que intensivo não é sinônimo de confinado, e sim de elevado de elevado nível tecnológico, e consequentemente de investimento e de produtividade. Isso vale tanto para leite quanto para carne, e é um raciocínio similar ao que se vê tanto para bovinos de corte quanto de leite, para aves, para suínos e para qualquer animal de produção.

No bovino de leite é fácil exemplificar: um “free stall” é praticamente igual em qualquer parte do mundo. A instalação é basicamente a mesma em, com detalhes em cada região para ajustar a temperatura nos vários ambientes, mas das regiões mais frias às mais quentes, das mais secas às mais úmidas do mundo, cria-se vacas holandesas alimentadas à base de silagem e elevadas proporções de concentrados, basicamente milho e soja. As vacas são da raça holandesa, que têm que produzir no mínimo 10 vezes o próprio peso em uma lactação, o que significa 6 a 8.000 kg de leite em lactações de 10 meses ou mais. Há uma tendência a operações grandes, acima de 200 vacas, pois a margem por L de leite produzido é baixa, então é necessária a produção de uma grande quantidade de unidades. Como os animais são levados ao extremo de seu potencial produtivo, as questões reprodutivas e sanitárias são críticas, tanto que frquentemente as vacas duram 2, no máximo 3 lactações. Em regiões praticamente desérticas dos Estados Unidos, em regiões que ficam meses embaixo de neve no norte do mundo, em regiões próximas ao equador, quentes e úmidas, enfim, esse sistema existe e funciona eficientemente em qualquer parte do mundo, apenas com ajustes basicamente nas instalações para se acomodar às diferentes características de cada região. Qual o volume de dejetos produzido por unidade de área e seu impacto ambiental? Quanto se exige das vacas e consequentemente qual o respeito a “qualidade de vida” delas? No nosso gigantesco, no nosso continental país, free stall é assim também. E com isso é possível produzir grandes quantidades de leite por vaca em qualquer parte do Brasil. A questão é: essa é a única forma de se produzir leite de vaca no Brasil? É a melhor forma?

E com a bovinocultura de corte? Avicultura? Suinocultura?

E com a caprinocultura? É possível produzir tão intensamente. É, sim, possível produzir grande quantidades de leite por cabra e por unidade de área em qualquer parte do mundo, e ai obviamente o Brasil está incluído, basta que se corrijam as condições ambientais nas instalações, que se forneça a alimentação adequada, e que se enfrentem os problemas sanitários e reprodutivos de sistemas tão limítrofes. Eu já produzi assim: no final de 2007 nossas jovens Saanens, basicamente de 1ª e 2ª cria, produziam em média mais de 5 kg de leite/cabra/dia, tendo chegado a 6 kg/cabra/dia em um dado momento, e com uma boa condição sanitária e reprodutiva, mas logicamente à base de volumoso de excelente qualidade e concentrados de primeira qualidade e em enormes quantidade praticamente à vontade, até mesmo com uma certa restrição no volumoso para levar a uma maior ingestão de concentrados. Errado? Talvez não. O erro é achar que esse é o único modelo...

A segunda questão: vale a pensa, é a melhor alternativa, qualquer que seja a região do país e consequentemente sua condição ambiental, seja para produzir alimentos, seja para manter o necessário conforto para as cabras se aproximarem do seu limite produtivo? É aceitável quando se pensa nos animais? Nas questões ambientais? Para essas questões, não tenho uma única resposta...

Andando um pouco pelo mundo e vendo os sistemas de produção em uma dúzia de países, como Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Nova Zelândia, México e Uruguai, países, com os mais variados sistemas de produção, as mais diversas condições ambientais, e as mais heterogenias condições econômicas que se possa imaginar; e passando por todos os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste e alguns estados da região Norte do Brasil, onde também se vê as mais inimagináveis diferenças, não é difícil perceber que não existe uma única forma de produzir, não há um único sistema, uma única raça, uma única resposta para muitas perguntas que podemos listar aqui.

Visitando exposições por muitos desses lugares, e depois visitando as criações, observa-se uma inacreditável diferença entre os animais, entre suas características, entre a condição dos animais apresentados nas exposições e nos presentes nas propriedades.

Toda essa experiência me fez refletir muito, e chegar a uma primeira conclusão: não existe um único sistema de produção, e não existe um melhor sistema de produção. Existem diferentes sistemas de produção, cada qual mais adequado a cada objetivo, a cada condição, e mesmo assim, todos eles sujeitos a críticas, a questionamentos e, dentro de certos limites, a alterações e adequações a cada momento, de acordo com as diferenças tecnológicas, conceituais e filosóficas que surgem a todo momento.

Pensando em tudo isso, e acompanhando as tendências e o dinamismo do mercado e a diversidade de possibilidades, somados à curiosidade e à inquietude de um pesquisador, fascinado por aprender, seja com a experiência daqueles que estão a mais tempo na estrada, seja na vivência do dia a dia de um criatório, veio a idéia de mudar tudo, sair de um sistema “universal”, devidamente desenvolvido, estruturado e equilibrado, enfim, estabilizado, para algo completamente novo, começando tudo de novo.

Foi quando mudamos para as Anglonubianas, que não são melhores do que as Saanen, nem piores, apenas são diferentes. Tudo com elas é diferente: a aparência é a diferença mais evidente, mas talvez seja o menos relevante: a produção de leite é diferente, em quantidade, qualidade e características de lactação; a reprodução é diferente, principalmente em sazonalidade e prolificidade; a rusticidade; o mercado... Tantas diferenças levam obrigatoriamente a um sistema de produção diferente. Criar Anglonubianas não é melhor do que criar Saanen, mas também não é pior. Mas é diferente, a, isso é, e bem diferente...

Produzir leite com cabras Anglonubianas

Produzir leite com cabras Anglonubianas é diferente de produzir leite com Saanens. Embora se possa produzir leite com Anglonubianas em confinamento, em condições ambientais favoráveis conseguidas com instalações sofisticadas, e consequentemente caras, alimentação de excelente qualidade, e consequentemente cara, manejo esmerado e consequentemente caro, pode-se produzir muito leite com Anglonubianas. Um leite com mais sólidos, mas em quantidade inferiores ao que se produz com Saanens. O pico pode ser alto, mas a persistência não se compara. A Anglonubiana pode estar presente nesses sistemas, sim, melhorando a qualidade do leite e produzindo em épocas críticas, devido à composição de seu leite e de suas peculiaridades reprodutivas, mas esse é o território das Saanens, não das Anglonubianas. Dizer que uma cabra Anglonubiana deve produzir pelo menos 800 kg por lactação de 305 dias é uma visão no mínimo limitada, senão equivocada. Esse raciocínio vale para Saanen, mas não para Anglonubianas. Duas lactações de 800 kg em 305 dias significa produzir 1.600 kg de leite em 2 anos e portanto 192 kg de sólidos e 3 cabritos; com as Anglonubianas é possível se produzir três lactações de 500 kg em 180 dias cada totalizando 1.500 kg de leite e portanto 210 kg de sólidos e 6 cabritos... Se pensarmos em cabras Saanen de 1.200 kg de leite, teremos 2.400 kg de leite, 288 kg de sólidos e os mesmos 3 cabritos. Ai passamos para o território da Saanen, e nos resta apenas questionar os custos, pois uma cabra que produz 1.200 kg come mais do que uma cabra que produz 800 kg, exige mais cuidados, e como está sob um maior desafio, certamente é um animal mais susceptível a problemas sanitários e provavelmente acabará sua vida produtiva mais cedo.

E se o sistema de produção for mais rústico, instalações mais simples, comida mais básica, manejo mais trivial? A Anglonubiana produzirá os mesmos 1.500 kg de leite, ou pouco menos, os mesmo 210 kg de sólidos, ou pouco mais, os mesmo 6 cabritos; nessas condições, provavelmente as Saanens não produzirão nem os 1.600 kg de leite, um pouco menos do que os 192 kg de sólidos e possivelmente os mesmos 3 cabritos.

Vamos piorar um pouco mais o sistema? A produção das Saanens irá diminuir? Com certeza... E a das Anglonubianas? Também, sim, mas ainda produzirá alguma coisa...

Vamos piorar um pouco mais? As Anglonubianas produzirão bem menos, se é que produzirão alguma coisa, mas provavelmente ao menos irão sobreviver, e quando as condições melhorarem, estarão por lá, prontas para voltarem à ativa... E as Saanen, será que produzirão alguma coisa? Será que sobreviverão?

Produzir carne com cabras Anglonubianas

Quando se prensa em produção de carne, normalmente são lembradas algumas características típicas dos machos: ganho de peso, conformação e rendimento de carcaça. E ai a raça Boer parece ser altamente competitiva...

E as características maternas?

Antes de desmamar um belo cabrito, obviamente ele precisa nascer. Assim, a fertilidade é fundamental. Para produzir mais cabritos ao longo do tempo, a fêmea deve dar mais partos ao longo do tempo, e consequentemente precisa ser menos sazonal, para que tenha um intervalo de partos de menos de 12 meses. Um de 15 kg, 2 de 12 ou 3 de 10? Mas adianta nascerem 2 ou 3 cabritos se a mãe não tiver leite para fornecer para eles? Assim, embora a Anglonubiana também possa ter um bom ganho de peso, uma boa conformação de carcaça e um bom ganho de peso, seus principais destaques estão em seu comportamento reprodutivo (fertilidade e prolificidade) e produção de leite, o alimento dos cabritos... O que é melhor, um bom cabrito, dois medianos ou três um pouco mais leves?

Mas para uma produtividade como essa, tem que ter comida...

E se a condição for um pouco pior?

Talvez seja preferível uma prolificidade um pouco mais baixa, para que a cabra desmame um cabrito de 12 kg, ou talvez 2 de 10 kg.

E se a situação piorar um pouco mais?

A desmama de um cabrito de 10 kg é o máximo que se pode esperar, e ai não faz muita diferença a produtividade das raças, é muito mais relevante a sua adaptação à condição adversa... Nessa situação, colocar uma raça mais produtiva, seja para pai, seja para mãe, provavelmente muito pouco irão ajudar, se é que não vão atrapalhar...

Os cruzamentos

Um assunto a parte são os cruzamentos, sejam para a produção de leite, sejam para a produção de carne. Além das qualidades de cada uma das raças, há os benefícios da complementariedade (a soma das qualidades de cada raça), e a heterose (um ganho adicional decorrente das diferenças das raças). Assim, em sistemas comerciais de produção de leite ou de carne, talvez o melhor caminho seja a utilização de cruzamentos, e isso vale para sistemas de tecnologia moderada no leite e em boas e médias situações na produção de leite. Em ótimas condições para produção de leite, o caminho é a utilização de raça leiteira especializada. Em condições adversas, seja para produção de leite, seja para produção de carne, antes de produzir, os animais precisam sobreviver. Nessas situações, o quesito raça perde bastante em relevância, e quanto mais produtiva ela for, mais inadequada ela se torna...

O Sertão do São Francisco

Quando me perguntam a quantos anos eu crio cabras, costumo brincar: todos... E é a mais pura verdade, desde criança convivo com as cabras, e direcionei minha formação profissional para a caprinocultura. Também trabalho com ovinos, um pouco com bovinos e até com bubalinos, enfim, ruminantes em geral, e com pastagens, principalmente para ruminantes, mas também para eqüinos, mas não da para negar, a menina dos olhos é a caprinocultura. E da minha geração eu acho que sou dos poucos que permanece fiel às cabras...

Como já mencionado no início da matéria, tive o privilégio de andar um pouco pelo mundo, e viver algumas experiências inesquecíveis:

- Sinto como se fosse hoje o momento em que entrei em um galpão na França onde vi 2.400 cabras Saanens e Alpinas que produziam cerca de 7.000 L de leite dia. Isso mesmo, 7.000 L de leite de cabra diários...

- Outra lembrança forte foi um lote de cerca de 400 cabritas Boer de 6 a 8 meses de idade que vi na Nova Zelândia

- E a terceira lembrança, que tenho mencionado como das mais fortes para mim, foram os 120 animais Anglonubianos das 30 Progênies de Pai da Nacional de, salvo engano, 2004, quando a Exposição Nacional foi em Teresina, onde tive o privilégio de julgar na companhia do colega Wilson Goslan e de minha querida amiga Kiky. Uma visão fantástica!

Mas nada, nada disso se compara ao que eu via agora em julho, quando passei uns dias na região de Juazeiro-BA: nunca vi tanta cabra na minha vida... E, talvez a principal, nunca vi a cabra com tamanha importância como nessa região. As pessoas vivem da cabra. As que não vivem diretamente, vivem indiretamente. Algumas só têm a cabra como fonte de renda. Mesmo quem tem outras alternativas, tem a cabra também... Se não tem, teve. Se não tem, nem teve, terá...

Com a hospitalidade característica e incomparável dos nordestinos, fui conhecer Uauá, a terra do bode, um sonho antigo do meu pai, que tive a oportunidade de realizar por ele, e, óbvio, por mim mesmo, e onde comecei a entender um pouco do significado da cabra para a região, já no trajeto de Juazeiro a Uauá. Também fui a Casa Nova e a Curaçá. Com isso passei por 4 dos 10 municípios que compõe a região do Sertão do São Francisco, onde 10 municípios reúnem 2 milhões de caprinos e 1,5 milhão de ovinos, totalizando 3,5 milhões de cabeças. Apenas para que se tenha uma referência do que isso significa, todo o estado de São Paulo tem algo como 0,5 milhão de caprinos e ovinos... O que temos em todo o estado onde vivo e trabalho, representa cerca de 15% do rebanho de apenas 10 municípios da Bahia...

E o que havia em comum na maioria dos animais que vi: em maior ou menor proporção, a raça Anglonubiana estava presente... Pouquíssimos animais das ditas raças nativas, alguns animais de raças especializadas, tanto Saanen quanto Boer, mas apenas em alguns poucos rebanhos melhor organizados e estruturados. No Sertão mesmo, animais cruzados, das mais variadas composições raciais, mas a grande maioria das vezes com algum sinal da raça Anglonubiana.

Foi a primeira vez que visitei uma região onde a cabra é, de fato, importante, e reconhecida como tal.

Ficou mais claro do que nunca a importância da raça Anglonubiana para a caprinocultura brasileira, e quanto os animais ali necessários são diferentes dos que vemos nas exposições.

Considerações finais

A produção de carne se intensificará nas regiões mais adversas, e para melhorar ainda mais seus resultados e se ajustar às exigências cada vez maiores dos consumidores, provavelmente se associará às regiões mais favorecidas, com a cria no Sertão e a recria e terminação na região mais próxima do São Francisco, em áreas irrigadas, em atividade solteira ou integrada à agricultura irrigada.

Acredito também no desenvolvimento da caprinocultura leiteira, ainda incipiente, mas com um enorme potencial para as áreas irrigadas, para a produção de leite para uso na merenda escolar e a melhoria da saúde infantil da região, e para a produção de queijos finos, que acompanharão muito bem a crescente produção de vinhos finos que acontece por lá, formando uma “dobradinha” imbatível, com uma troca de benefícios altamente atrativa para o turismo que se desenvolve na região, e mesmo para exportação, tanto para outras regiões do país como para o exterior.

A carne de cabrito e o leite e os queijos com leite de cabra têm tudo para mudar a realidade da região...

E nenhuma outra raça se encaixará tão bem nesse projeto Anglonubiana, nenhuma outra raça tem tanto a contribuir com esse desenvolvimento da região e com a melhoria da qualidade de vida dessa população tão sofrida, mas mesmo assim, composta por pessoas felizes e hospitaleiras, que merecem uma melhor qualidade de vida.

Esse ano infelizmente não irei à Nacional, que torço, com toda força e sinceridade, que seja plena em sucesso. Não sei quais são os animais que estarão por lá, mas acredito que será a maior exposição da raça Anglonubiana de todos os tempos. Acredito que a Grande Campeã será uma cabra adulta com mais de 100 kg, talvez com 120; o Grande Campeão, facilmente terá 120 kg, talvez mais... Não duvido que esses animais sejam provenientes de parto simples, e não acredito que tenham sido criados exclusivamente pelas suas mães. Se nasceram de parto múltiplo, foram criados sozinhos, com suplementação desde o nascimento. Serão verdadeiros atletas, que freqüentaram academia desde jovens, nadando e fazendo esteira. Se forem para leilão, e provavelmente irão, ultrapassarão os R$50.000... Bom para muitos...

Alguma coisa contra? Acho que não...

O que vou fazer, então?

Vou tentar trabalhar na Anglonubiana no qual acredito: vou para o Sertão do São Francisco, onde a cabra tem que produzir, e em condições nem sempre favoráveis, muito pelo contrário...

Em setembro o Capril Capritec estará na Região do Sertão do São Francisco, onde pretendemos participar desse desenvolvimento que a caprinocultura irá experimentar por lá. Em um futuro próximo, essa será não apenas a região de maior concentração de caprinos do Brasil. Na verdade, isso ela já é...

Será também a região mais importante, com o maior desenvolvimento, será o coração da caprinocultura brasileira.

Em termos raciais, a base mais encontrada na região já é a Anglonubiana, mas a inserção de animais melhorados, com foco na produtividade, com uma reprodução eficiente, fertilidade e prolificidade, uma boa conformação funcional, com tamanho mediano e bons aprumos e conformação de úbere, enfim, animais funcionais, a Anglonubiana na qual acreditamos, terá muito a contribuir nesse processo.

Vou tentar...

Vamos para lá?

Enviado por: Zeca Gertner

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Produção com a raça Anglonubiana

 

Existem algum sistemas de produção que são “universais”: basicamente, os sistemas intensivos, lembrando que intensivo não é sinônimo de confinado, e sim de elevado de elevado nível tecnológico, e consequentemente de investimento e de produtividade. Isso vale tanto para leite quanto para carne, e é um raciocínio similar ao que se vê tanto para bovinos de corte quanto de leite, para aves, para suínos e para qualquer animal de produção.

No bovino de leite é fácil exemplificar: um “free stall” é praticamente igual em qualquer parte do mundo. A instalação é basicamente a mesma em, com detalhes em cada região para ajustar a temperatura nos vários ambientes, mas das regiões mais frias às mais quentes, das mais secas às mais úmidas do mundo, cria-se vacas holandesas alimentadas à base de silagem e elevadas proporções de concentrados, basicamente milho e soja. As vacas são da raça holandesa, que têm que produzir no mínimo 10 vezes o próprio peso em uma lactação, o que significa 6 a 8.000 kg de leite em lactações de 10 meses ou mais. Há uma tendência a operações grandes, acima de 200 vacas, pois a margem por L de leite produzido é baixa, então é necessária a produção de uma grande quantidade de unidades. Como os animais são levados ao extremo de seu potencial produtivo, as questões reprodutivas e sanitárias são críticas, tanto que frquentemente as vacas duram 2, no máximo 3 lactações. Em regiões praticamente desérticas dos Estados Unidos, em regiões que ficam meses embaixo de neve no norte do mundo, em regiões próximas ao equador, quentes e úmidas, enfim, esse sistema existe e funciona eficientemente em qualquer parte do mundo, apenas com ajustes basicamente nas instalações para se acomodar às diferentes características de cada região. Qual o volume de dejetos produzido por unidade de área e seu impacto ambiental? Quanto se exige das vacas e consequentemente qual o respeito a “qualidade de vida” delas? No nosso gigantesco, no nosso continental país, free stall é assim também. E com isso é possível produzir grandes quantidades de leite por vaca em qualquer parte do Brasil. A questão é: essa é a única forma de se produzir leite de vaca no Brasil? É a melhor forma?

E com a bovinocultura de corte? Avicultura? Suinocultura?

E com a caprinocultura? É possível produzir tão intensamente. É, sim, possível produzir grande quantidades de leite por cabra e por unidade de área em qualquer parte do mundo, e ai obviamente o Brasil está incluído, basta que se corrijam as condições ambientais nas instalações, que se forneça a alimentação adequada, e que se enfrentem os problemas sanitários e reprodutivos de sistemas tão limítrofes. Eu já produzi assim: no final de 2007 nossas jovens Saanens, basicamente de 1ª e 2ª cria, produziam em média mais de 5 kg de leite/cabra/dia, tendo chegado a 6 kg/cabra/dia em um dado momento, e com uma boa condição sanitária e reprodutiva, mas logicamente à base de volumoso de excelente qualidade e concentrados de primeira qualidade e em enormes quantidade praticamente à vontade, até mesmo com uma certa restrição no volumoso para levar a uma maior ingestão de concentrados. Errado? Talvez não. O erro é achar que esse é o único modelo...

A segunda questão: vale a pensa, é a melhor alternativa, qualquer que seja a região do país e consequentemente sua condição ambiental, seja para produzir alimentos, seja para manter o necessário conforto para as cabras se aproximarem do seu limite produtivo? É aceitável quando se pensa nos animais? Nas questões ambientais? Para essas questões, não tenho uma única resposta...

Andando um pouco pelo mundo e vendo os sistemas de produção em uma dúzia de países, como Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Nova Zelândia, México e Uruguai, países, com os mais variados sistemas de produção, as mais diversas condições ambientais, e as mais heterogenias condições econômicas que se possa imaginar; e passando por todos os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste e alguns estados da região Norte do Brasil, onde também se vê as mais inimagináveis diferenças, não é difícil perceber que não existe uma única forma de produzir, não há um único sistema, uma única raça, uma única resposta para muitas perguntas que podemos listar aqui.

Visitando exposições por muitos desses lugares, e depois visitando as criações, observa-se uma inacreditável diferença entre os animais, entre suas características, entre a condição dos animais apresentados nas exposições e nos presentes nas propriedades.

Toda essa experiência me fez refletir muito, e chegar a uma primeira conclusão: não existe um único sistema de produção, e não existe um melhor sistema de produção. Existem diferentes sistemas de produção, cada qual mais adequado a cada objetivo, a cada condição, e mesmo assim, todos eles sujeitos a críticas, a questionamentos e, dentro de certos limites, a alterações e adequações a cada momento, de acordo com as diferenças tecnológicas, conceituais e filosóficas que surgem a todo momento.

Pensando em tudo isso, e acompanhando as tendências e o dinamismo do mercado e a diversidade de possibilidades, somados à curiosidade e à inquietude de um pesquisador, fascinado por aprender, seja com a experiência daqueles que estão a mais tempo na estrada, seja na vivência do dia a dia de um criatório, veio a idéia de mudar tudo, sair de um sistema “universal”, devidamente desenvolvido, estruturado e equilibrado, enfim, estabilizado, para algo completamente novo, começando tudo de novo.

Foi quando mudamos para as Anglonubianas, que não são melhores do que as Saanen, nem piores, apenas são diferentes. Tudo com elas é diferente: a aparência é a diferença mais evidente, mas talvez seja o menos relevante: a produção de leite é diferente, em quantidade, qualidade e características de lactação; a reprodução é diferente, principalmente em sazonalidade e prolificidade; a rusticidade; o mercado... Tantas diferenças levam obrigatoriamente a um sistema de produção diferente. Criar Anglonubianas não é melhor do que criar Saanen, mas também não é pior. Mas é diferente, a, isso é, e bem diferente...

Produzir leite com cabras Anglonubianas

Produzir leite com cabras Anglonubianas é diferente de produzir leite com Saanens. Embora se possa produzir leite com Anglonubianas em confinamento, em condições ambientais favoráveis conseguidas com instalações sofisticadas, e consequentemente caras, alimentação de excelente qualidade, e consequentemente cara, manejo esmerado e consequentemente caro, pode-se produzir muito leite com Anglonubianas. Um leite com mais sólidos, mas em quantidade inferiores ao que se produz com Saanens. O pico pode ser alto, mas a persistência não se compara. A Anglonubiana pode estar presente nesses sistemas, sim, melhorando a qualidade do leite e produzindo em épocas críticas, devido à composição de seu leite e de suas peculiaridades reprodutivas, mas esse é o território das Saanens, não das Anglonubianas. Dizer que uma cabra Anglonubiana deve produzir pelo menos 800 kg por lactação de 305 dias é uma visão no mínimo limitada, senão equivocada. Esse raciocínio vale para Saanen, mas não para Anglonubianas. Duas lactações de 800 kg em 305 dias significa produzir 1.600 kg de leite em 2 anos e portanto 192 kg de sólidos e 3 cabritos; com as Anglonubianas é possível se produzir três lactações de 500 kg em 180 dias cada totalizando 1.500 kg de leite e portanto 210 kg de sólidos e 6 cabritos... Se pensarmos em cabras Saanen de 1.200 kg de leite, teremos 2.400 kg de leite, 288 kg de sólidos e os mesmos 3 cabritos. Ai passamos para o território da Saanen, e nos resta apenas questionar os custos, pois uma cabra que produz 1.200 kg come mais do que uma cabra que produz 800 kg, exige mais cuidados, e como está sob um maior desafio, certamente é um animal mais susceptível a problemas sanitários e provavelmente acabará sua vida produtiva mais cedo.

E se o sistema de produção for mais rústico, instalações mais simples, comida mais básica, manejo mais trivial? A Anglonubiana produzirá os mesmos 1.500 kg de leite, ou pouco menos, os mesmo 210 kg de sólidos, ou pouco mais, os mesmo 6 cabritos; nessas condições, provavelmente as Saanens não produzirão nem os 1.600 kg de leite, um pouco menos do que os 192 kg de sólidos e possivelmente os mesmos 3 cabritos.

Vamos piorar um pouco mais o sistema? A produção das Saanens irá diminuir? Com certeza... E a das Anglonubianas? Também, sim, mas ainda produzirá alguma coisa...

Vamos piorar um pouco mais? As Anglonubianas produzirão bem menos, se é que produzirão alguma coisa, mas provavelmente ao menos irão sobreviver, e quando as condições melhorarem, estarão por lá, prontas para voltarem à ativa... E as Saanen, será que produzirão alguma coisa? Será que sobreviverão?

Produzir carne com cabras Anglonubianas

Quando se prensa em produção de carne, normalmente são lembradas algumas características típicas dos machos: ganho de peso, conformação e rendimento de carcaça. E ai a raça Boer parece ser altamente competitiva...

E as características maternas?

Antes de desmamar um belo cabrito, obviamente ele precisa nascer. Assim, a fertilidade é fundamental. Para produzir mais cabritos ao longo do tempo, a fêmea deve dar mais partos ao longo do tempo, e consequentemente precisa ser menos sazonal, para que tenha um intervalo de partos de menos de 12 meses. Um de 15 kg, 2 de 12 ou 3 de 10? Mas adianta nascerem 2 ou 3 cabritos se a mãe não tiver leite para fornecer para eles? Assim, embora a Anglonubiana também possa ter um bom ganho de peso, uma boa conformação de carcaça e um bom ganho de peso, seus principais destaques estão em seu comportamento reprodutivo (fertilidade e prolificidade) e produção de leite, o alimento dos cabritos... O que é melhor, um bom cabrito, dois medianos ou três um pouco mais leves?

Mas para uma produtividade como essa, tem que ter comida...

E se a condição for um pouco pior?

Talvez seja preferível uma prolificidade um pouco mais baixa, para que a cabra desmame um cabrito de 12 kg, ou talvez 2 de 10 kg.

E se a situação piorar um pouco mais?

A desmama de um cabrito de 10 kg é o máximo que se pode esperar, e ai não faz muita diferença a produtividade das raças, é muito mais relevante a sua adaptação à condição adversa... Nessa situação, colocar uma raça mais produtiva, seja para pai, seja para mãe, provavelmente muito pouco irão ajudar, se é que não vão atrapalhar...

Os cruzamentos

Um assunto a parte são os cruzamentos, sejam para a produção de leite, sejam para a produção de carne. Além das qualidades de cada uma das raças, há os benefícios da complementariedade (a soma das qualidades de cada raça), e a heterose (um ganho adicional decorrente das diferenças das raças). Assim, em sistemas comerciais de produção de leite ou de carne, talvez o melhor caminho seja a utilização de cruzamentos, e isso vale para sistemas de tecnologia moderada no leite e em boas e médias situações na produção de leite. Em ótimas condições para produção de leite, o caminho é a utilização de raça leiteira especializada. Em condições adversas, seja para produção de leite, seja para produção de carne, antes de produzir, os animais precisam sobreviver. Nessas situações, o quesito raça perde bastante em relevância, e quanto mais produtiva ela for, mais inadequada ela se torna...

O Sertão do São Francisco

Quando me perguntam a quantos anos eu crio cabras, costumo brincar: todos... E é a mais pura verdade, desde criança convivo com as cabras, e direcionei minha formação profissional para a caprinocultura. Também trabalho com ovinos, um pouco com bovinos e até com bubalinos, enfim, ruminantes em geral, e com pastagens, principalmente para ruminantes, mas também para eqüinos, mas não da para negar, a menina dos olhos é a caprinocultura. E da minha geração eu acho que sou dos poucos que permanece fiel às cabras...

Como já mencionado no início da matéria, tive o privilégio de andar um pouco pelo mundo, e viver algumas experiências inesquecíveis:

- Sinto como se fosse hoje o momento em que entrei em um galpão na França onde vi 2.400 cabras Saanens e Alpinas que produziam cerca de 7.000 L de leite dia. Isso mesmo, 7.000 L de leite de cabra diários...

- Outra lembrança forte foi um lote de cerca de 400 cabritas Boer de 6 a 8 meses de idade que vi na Nova Zelândia

- E a terceira lembrança, que tenho mencionado como das mais fortes para mim, foram os 120 animais Anglonubianos das 30 Progênies de Pai da Nacional de, salvo engano, 2004, quando a Exposição Nacional foi em Teresina, onde tive o privilégio de julgar na companhia do colega Wilson Goslan e de minha querida amiga Kiky. Uma visão fantástica!

Mas nada, nada disso se compara ao que eu via agora em julho, quando passei uns dias na região de Juazeiro-BA: nunca vi tanta cabra na minha vida... E, talvez a principal, nunca vi a cabra com tamanha importância como nessa região. As pessoas vivem da cabra. As que não vivem diretamente, vivem indiretamente. Algumas só têm a cabra como fonte de renda. Mesmo quem tem outras alternativas, tem a cabra também... Se não tem, teve. Se não tem, nem teve, terá...

Com a hospitalidade característica e incomparável dos nordestinos, fui conhecer Uauá, a terra do bode, um sonho antigo do meu pai, que tive a oportunidade de realizar por ele, e, óbvio, por mim mesmo, e onde comecei a entender um pouco do significado da cabra para a região, já no trajeto de Juazeiro a Uauá. Também fui a Casa Nova e a Curaçá. Com isso passei por 4 dos 10 municípios que compõe a região do Sertão do São Francisco, onde 10 municípios reúnem 2 milhões de caprinos e 1,5 milhão de ovinos, totalizando 3,5 milhões de cabeças. Apenas para que se tenha uma referência do que isso significa, todo o estado de São Paulo tem algo como 0,5 milhão de caprinos e ovinos... O que temos em todo o estado onde vivo e trabalho, representa cerca de 15% do rebanho de apenas 10 municípios da Bahia...

E o que havia em comum na maioria dos animais que vi: em maior ou menor proporção, a raça Anglonubiana estava presente... Pouquíssimos animais das ditas raças nativas, alguns animais de raças especializadas, tanto Saanen quanto Boer, mas apenas em alguns poucos rebanhos melhor organizados e estruturados. No Sertão mesmo, animais cruzados, das mais variadas composições raciais, mas a grande maioria das vezes com algum sinal da raça Anglonubiana.

Foi a primeira vez que visitei uma região onde a cabra é, de fato, importante, e reconhecida como tal.

Ficou mais claro do que nunca a importância da raça Anglonubiana para a caprinocultura brasileira, e quanto os animais ali necessários são diferentes dos que vemos nas exposições.

Considerações finais

A produção de carne se intensificará nas regiões mais adversas, e para melhorar ainda mais seus resultados e se ajustar às exigências cada vez maiores dos consumidores, provavelmente se associará às regiões mais favorecidas, com a cria no Sertão e a recria e terminação na região mais próxima do São Francisco, em áreas irrigadas, em atividade solteira ou integrada à agricultura irrigada.

Acredito também no desenvolvimento da caprinocultura leiteira, ainda incipiente, mas com um enorme potencial para as áreas irrigadas, para a produção de leite para uso na merenda escolar e a melhoria da saúde infantil da região, e para a produção de queijos finos, que acompanharão muito bem a crescente produção de vinhos finos que acontece por lá, formando uma “dobradinha” imbatível, com uma troca de benefícios altamente atrativa para o turismo que se desenvolve na região, e mesmo para exportação, tanto para outras regiões do país como para o exterior.

A carne de cabrito e o leite e os queijos com leite de cabra têm tudo para mudar a realidade da região...

E nenhuma outra raça se encaixará tão bem nesse projeto Anglonubiana, nenhuma outra raça tem tanto a contribuir com esse desenvolvimento da região e com a melhoria da qualidade de vida dessa população tão sofrida, mas mesmo assim, composta por pessoas felizes e hospitaleiras, que merecem uma melhor qualidade de vida.

Esse ano infelizmente não irei à Nacional, que torço, com toda força e sinceridade, que seja plena em sucesso. Não sei quais são os animais que estarão por lá, mas acredito que será a maior exposição da raça Anglonubiana de todos os tempos. Acredito que a Grande Campeã será uma cabra adulta com mais de 100 kg, talvez com 120; o Grande Campeão, facilmente terá 120 kg, talvez mais... Não duvido que esses animais sejam provenientes de parto simples, e não acredito que tenham sido criados exclusivamente pelas suas mães. Se nasceram de parto múltiplo, foram criados sozinhos, com suplementação desde o nascimento. Serão verdadeiros atletas, que freqüentaram academia desde jovens, nadando e fazendo esteira. Se forem para leilão, e provavelmente irão, ultrapassarão os R$50.000... Bom para muitos...

Alguma coisa contra? Acho que não...

O que vou fazer, então?

Vou tentar trabalhar na Anglonubiana no qual acredito: vou para o Sertão do São Francisco, onde a cabra tem que produzir, e em condições nem sempre favoráveis, muito pelo contrário...

Em setembro o Capril Capritec estará na Região do Sertão do São Francisco, onde pretendemos participar desse desenvolvimento que a caprinocultura irá experimentar por lá. Em um futuro próximo, essa será não apenas a região de maior concentração de caprinos do Brasil. Na verdade, isso ela já é...

Será também a região mais importante, com o maior desenvolvimento, será o coração da caprinocultura brasileira.

Em termos raciais, a base mais encontrada na região já é a Anglonubiana, mas a inserção de animais melhorados, com foco na produtividade, com uma reprodução eficiente, fertilidade e prolificidade, uma boa conformação funcional, com tamanho mediano e bons aprumos e conformação de úbere, enfim, animais funcionais, a Anglonubiana na qual acreditamos, terá muito a contribuir nesse processo.

Vou tentar...

Vamos para lá?

Enviado por: Zeca Gertner

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Efeito da Suplementação Energética sobre o Desempenho e Economicidade da Terminação de Cabritos a Pasto

 

Introdução
Os rebanhos de caprinos no Nordeste, em sua grande maioria, destinam-se ao autoconsumo e mercado local. Paralela a essa realidade há um mercado crescente de carne caprina por essa apresentar teores de gordura, proteína, ferro e calorias, semelhante a carne de frango (Leite, 2004) que é considerada uma das mais saudáveis. O mercado tem sinalizado para o consumo de carne de animais jovens abatidos com até seis meses de idade. No entanto, nas condições de produção praticadas no Nordeste, o que se observa é o abate de animais velhos e com baixa qualidade e rendimento de carcaça. Diante desse cenário, a criação de caprinos de corte para comercialização do produto surge como alternativa para a geração de renda em comunidades rurais no Nordeste do Brasil.


Um dos grandes limitantes para a produção animal nessa região é a estacionalidade produtiva, causada pela falta de forragem no pasto nativo por um período que pode ser superior a oito meses. O uso de pastos cultivados tem possibilitado a terminação de até quatro lotes por ano, com lotações de até 60 ovinos/ha e ganhos de até 280g/cab dia em ovinos (Silva et al., 2004). Com caprinos, os ganhos em geral são mais modestos. No entanto, o uso de
suplementação associado ao uso de animais geneticamente superiores, pode melhorar esses índices. O objetivo principal deste trabalho foi determinar o efeito da suplementação sobre o desempenho de cabritos ½ Bôer:SRD e a eficiência econômica dessa tecnologia sobre a terminação de cabritos a pasto.

Material e Métodos
O experimento foi conduzido na fazenda Santa Rita, campo experimental da Embrapa Caprinos localizado na cidade de Sobral no Ceará, no final da estação seca de 2004 e inicio da estação chuvosa de 2005. Foi usada a lotação rotativa para o manejo dos pastos (Tabela 1). Como era época seca foi utilizada irrigação por meio do sistema convencional de aspersão com canhões hidráulicos. O pasto foi dividido em oito piquetes de 625m2, totalizando 0,5 ha, e foi feito o pastejo em faixas, ou seja, as cercas internas eram móveis, sendo mudadas de local sempre que os animais mudavam de piquete. O pasto a cada saída dos animais de piquete. Foi utilizada a quantidade de 64,2 kg de uréia e 18,7 kg/ha ano de Cloreto de Potássio durante o período experimental.

Tabela 1 – Informações referentes ao manejo do pasto de
capim-tanzânia utilizado na terminação de cabritos.

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No pasto foram distribuídos cochos de sal mineral e água para os animais experimentais. Foram utilizados 30 cabritos ½ Bôer: SRD, recém-desmamados, pesando em média 17 kg, com quatro meses de idade. Todos os animais foram vermifugados antes de entrar no pasto e tiveram o controle de verminoses realizado através do método de contagem de OPG (ovos por grama de fezes). Por esse método, a vermifugação é realizada em todos os animais, quando o exame de 10 % do rebanho, apresentar 800 OPG.

Foi fornecida uma suplementação energética composta por milho triturado. O milho triturado oferecido possuía 9% de proteína bruta (PB), 17 % de fibra em detergente neutro (FDN) e 9% de FDA. Estima-se que os animais receberam, em média, uma dieta com aproximadamente 16% de proteína bruta e 80% de NDT.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado. Os tratamentos consistiam em cinco níveis de suplementação (0 %, 0,5 %; 1,0 %; 1,5 % e 2,0% do peso vivo), com seis repetições por tratamento.

Avaliou-se por meio de pesagens a cada 14 dias, o ganho de peso. O consumo era medido diariamente, quando os animais recebiam a suplementação. A suplementação era fornecida uma vez ao dia, no horário de 13 h às 16 h, horário em que os animais não estavam pastejando. Os dados foram submetidos à análise de variância. Os
parâmetros significativos pelo teste F, foram submetidos à análise de regressão.


Para avaliar o impacto da suplementação sobre a receita bruta, foram utilizadas equações de regressões, estimandose o nível de suplementação ótimo e comparando com o tratamento sem suplementação, para analisar o retorno econômico dessa tecnologia.

Tabela 2 – Consumo e ganho de peso de cordeiros suplementados com diferentes níveis de suplementação em pasto de capim-tanzânia.

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Resultados e Discussão


Nesse experimento, foram utilizados animais ½ Bôer:1/2 SRD. Na literatura (Sousa, 1998), a média de peso dos machos Bôer puros tem ficado em torno de 25kg aos 100 dias. Neste trabalho, utilizando animais mestiços, foramobtidos pesos finais próximos a 24 kg, mostrando também o potencial da raça em animais F1 Boer:SRD.

No entanto, para que o animal manifeste seu potencial genético, é necessário que o ambiente seja propício para tal. Nesse experimento, os animais mantidos em pasto cultivado (teor de PB 12%, conforme Tabela 1), dispunham de forragem em quantidade suficiente para atendersuas demandas nutricionais de mantença e algum ganho. Essa afirmação pode ser comprovada pela observação do desempenho dos animais que não receberam suplementação (Tabela 2). Esses animais ganharam em média 51 g/dia, o que é bastante expressivo, principalmente na Região Nordeste, onde normalmente os animais perdem peso ao final da estação seca.


A suplementação a energética é uma ferramenta que pode ser utilizada para dar melhor acabamento a animais em terminação (Paulino, 2001), aumentando o ganho de peso diário e reduzindo o tempo de terminação. Nesse experimento, observou-se efeito quadrático (p<0,05) desse tipo de suplementação sobre o peso vivo (Tabela 2). Pela equação de regressão, o máximo peso seria obtido se os animais consumissem 1,45% do peso vivo em suplemento. Nesse nível, o ganho médio diário, que também apresentou comportamento quadrático (p<0,05), ficaria em torno de 83g/cab dia. Esse desempenho se comparado a de ovinos nas mesmas condições (Silva et al., 2004), é baixo. O que mostra, mesmo havendo a introdução de uma raça especializada para corte, que esses animais ainda precisam ser melhorados geneticamente para obter um desempenho melhor. A maioria dos ensaios com desempenho de caprinos é feita em confinamento e nesses trabalhos há relatos de desempenhos superiores a 150g/dia (Sheridam et al., 2003) Entre os aspectos que determina essa superioridade,além da composição da dieta, as exigências de mantença de animais em pastejo são maiores que as exigências nutricionais de animais mantidos em confinamento.

A principal implicação do baixo desempenho obtido neste trabalho, mesmo com uso de suplementação, é de ordem econômica. Nesse experimento, mesmo o ganho de peso e o peso vivo apresentando um comportamento quadrático, o consumo se manteve linear (Tabela 2). Isso significa que, consumindo quantidades cada vez maiores de concentrado, os custos tendem a aumentar sem que haja retorno em termos de desempenho animal. Os dados obtidos com análise da receita bruta da suplementação encontram-se na Tabela 3. É possível observar que ambos os tratamentos se equivaleram, ou seja, nessas condições
não seria economicamente vantajosa a suplementação. Pois, ao incluir como custo o salário de um manejador e mais encargos sociais, o custo da suplementação aumentaria em R$ 1.080,00, além dos custos com o suplemento em si, tornando mais viável fazer terminação de cabritos somente com pasto.

É importante destacar que, se o preço do suplemento for menor, ou se houver uma valorização no preço da carne, em função de propriedades funcionais (Leite, 2004), por exemplo, pode ser que o uso da suplementação seja de fato uma vantagem para sistemas de terminação de cabritos em pastagens cultivadas.

Tabela 3 – Simulação do impacto da suplementação sobre a receita bruta final de um lote de cabritos terminados em um
hectare de pasto cultivado.

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Conclusões
O uso da suplementação energética nas condições desse experimento, apesar de apresentar resposta biológica positiva com aumentos de ganho de peso, não foi viável economicamente. Em outras condições, onde o preço do suplemento seja mais baixo e/ou o preço do peso vivo seja maior, talvez essa alternativa possa ser economicamente viável.

Fonte: Comunicado Técnico On line 73 – EMBRAPA

Autores: Ana Clara Rodrigues Cavalcante, Marco Aurélio Delmondes Bomfim, Enéas Reis Leite

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DESCOMPLICANDO O USO DA CONSANGUINIDADE

A consanguinidade é um método de seleção, que tem como finalidade fixar caractetisticas desejáveis no plantel, sendo definida como sendo o grau de parentesco entre animais que têm ancestrais em comum.

Todavia, muito se comenta quanto aos riscos da prática subjetiva da consanguinidade, sem embasamento zootécnico. De fato, os resultados tanto poderão ser positivos, com base na fixação de caracteres desejáveis, de acôrdo com o programa seletivo, como também resultados negativos, com base na exteriorização de defeitos.

Geralmente, os defeitos manifestam-se em estado de homozigose recessiva. Como a consanguinidade favorece o emparelhamento de genes semelhantes, o resultado tambem poderá ser o emparelhamento dos genes recessivos.

O quanto um filhote é consanguíneo é determinado pela medida do Índice de consaguinidade (I.C.), o qual pode ser calculado através da seguinte formula:

. ........................ (NP + NM)
I.C. = soma de (½) (np+nm) x (½)

NP - numero de gerações paternas, entre o pai do animal até o ancestral comum

NM – numero de gerações maternas, entre a mãe do animal até o ancestral comum que serviu de referência para o calculo do NP

O Índice de Consanguinidade (I.C.) amentará no caso de ser identificado na genealogia mais de um ancestral em comum. Neste caso, os cálculos do NP e NM devem ser feitos em separado para cada ancestral em comum, e o I.C. será o somatório.

Os acasalamentos consanguineos frequentemente praticados estão relacionados na tabela abaixo:

TIPO DE ACASALAMENTO

image

Como pode ser notado pela análise da tabela anterior, o Índice de Consanguinidade geralmente será metade do grau de parentesco, exceto nos casos de haver no pedigree mais de um ancestral em comum.
Vejamos como exemplo o parentesco entre pai e filha que é de 50%, porque a filha recebe 50% da bagagem genética do pai e 50% da bagagem genética da mãe. Porém, o I.C. será de 25%. Este mesmo exemplo é ilustrado na árvore genealógica abaixo e aplicando a fórmula de cálculo do I.C.
                D
        B
                C
A
                E
          C
                 F

NP = 1  
NM = 0 
             (1 + 0)
I.C. =   ½             X   ( ½ )
I.C. = ¼ = 25%

image

Os riscos da consanguinidade não podem ser 100% evitados, mas podem ser minimizados, através de um programa de acasalamento zootecnicamente analisado. O mérito genético dos ancestrais deve ser considerado como um todo – morfologia, andamento, docilidade, treinabilidade, fertilidade.

Em paralelo, o grau de parentesco dos animais envolvidos no processo reprodutivo também deve ser avaliado, tendo como objetivo evitar a prática de consanguidade estreita.

Em casos de plantéis consanguineos, o método de seleção deve ser o oposto, ou seja, com base na heterose, pelo menos em uma ou duas gerações sucessivas.

Infelizmente, devido ao mal uso da consanguinidade, um numero significativo de selecionadores não alcançam resultados satisfatórios no melhoramento das proles anuais.

Autor: Lúcio Sérgio de Andrade

Fonte: Equicenter Publicações

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cuidados com o rebanho de caprinos e ovinos na estação de chuva

 

Na região Nordeste, onde está concentrado o maior rebanho caprino e metade do rebanho ovino do País, a vegetação da caatinga é constituída de espécies que perdem suas folhas no início da estação seca. Quando começa a chover, há uma rebrota intensa das árvores e arbustos o que aumenta a oferta de alimentos para os animais.

A pesquisadora Nilzemary Lima da Silva explica que no período das chuvas, além de alimentos com maior valor nutritivo, os rebanhos dispõem de maior quantidade de forragem. "Os animais selecionam suas dietas na caatinga. Se forem dadas condições de livre escolha, os ovinos preferem gramíneas e outras herbáceas, enquanto os caprinos consomem maior quantidade de folhas de árvores e arbustos", afirma.

Durante o período das chuvas os produtores precisam ficar atentos aos cuidados específicos que devem ser adotados com o rebanho para evitar prejuízos. Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral, no Ceará, alertam para o manejo sanitário e alimentar nesta época do ano. De acordo com o pesquisador Fernando Alvarenga Reis, é no período chuvoso que as condições de calor e umidade favorecem a proliferação de doenças no rebanho, o que tende a se agravar na medida em que aumenta o número de animais por área. "As doenças vão atingir os animais em pasto ou confinamento que não possuam condições ideais de instalação", afirma Reis.

O mais fatal e oneroso problema continua sendo a verminose. Os principais sintomas são diminuição do apetite, perda de peso, pêlos arrepiados, os animais aparentam aspecto de cansados e ficam constantemente deitados e isolados em função da forte anemia. Sintomas parecidos também ocorrem com a coccidiose ou eimeriose, causada por protozoários.

Outros problemas comuns em condições de umidade são a podridão dos cascos, causado por bactérias, e ceratoconjuntivite (lacrimejamento e opacidade dos olhos). "Existem também as clostridioses e as pasteurelose para as quais são recomendadas vacinações específicas de acordo com um calendário e orientações dos laboratórios que produzem estas vacinas", explica o pesquisador.

Ele afirma que o controle de verminose é feito com o monitoramento por exames de fezes e cor da mucosa ocular. Deve-se vermifugar os animais assim que aparecerem os primeiros sintomas e adotar o rodízio de pastos respeitando o período mínimo de desocupação e descontaminação.

"Usar rebanho bovino para pastejar a área dá bons resultados porque bovinos e ovinos não partilham os mesmos parasitas", explica. Para a podridão dos cascos existem vacinas, mas sua eficácia é relativa. Casos têm sido relatados que ora funcionam, ora não e parecem surtir melhor efeito a partir da terceira e quarta aplicação. A ceratoconjuntivite deve ser prevenida com a adoção de cuidados higiênicos. "É importante existir na propriedade um local para isolamento dos animais acometidos por qualquer tipo de doença", afirma Reis.

Os pesquisadores recomendam uma reserva de alimento de forma a que o rebanho possa receber um bom acompanhamento nutritivo no período de estiagem. E nesse caso, o ideal é que o produtor aproveite o período de chuvar para preparar o alimento para o rebanho. "Deve-se armazenar alimentos de boa qualidade por meio dos processos de fenação e ensilagem, com isso o produtor poderá fazer a suplementação alimentar a fim de evitar a perda de peso dos animais. Outra vantagem é a possibilidade de produzir no período de entresafra estabilizando a disponibilidade de produtos de ovinos e caprinos para o mercado", explica Nilzemary.

Outra opção é a formação de um banco de proteínas, que deve ser constituído de leguminosas como a Leucena, Gliricídia e Jurema Preta. "Estamos falando de forrageiras para as condições do semi-árido nordestino. Para outras regiões são outras plantas para as quais há manejos diferenciados e condições específicas de produção, mas que também podem ser armazenadas em forma de fenação e ensilagem".

A forrageira para feno deve ter alto teor de proteína (leguminosas), agradável ao paladar; deve ser cortada antes da floração e de acordo com o intervalo de corte apropriado. Após o corte, a forragem deve ser espalhada em camada fina, para secagem uniforme. No caso de leguminosas, a secagem deverá ser feito à sombra, para se reduzir a queda das folhas. A forragem deve ser revirada periodicamente, para facilitar a secagem. Observar o ponto de feno e acondicionar em fardos, em sacos ou medas.

Para se conseguir uma silagem de boa qualidade, deve-se atentar para o valor nutritivo da forrageira e rendimento de quilograma de massa verde por hectare. Entre as gramíneas, destacam-se o milho, o sorgo e o capim-elefante. A forrageira deve ser cortada sempre antes da floração e de acordo com o intervalo de corte apropriado. No caso de milho ou sorgo, efetua-se o corte quando os grãos estiverem de leitosos a farináceos. O transporte da forragem para o local do silo é uma operação onerosa. Assim, deve-se escolher o local do silo em função da localização da área de produção da forragem e do estábulo. O material deve ser triturado e desintegrado, a fim de permitir uma melhor compactação e uma maior exposição para a fermentação. A compactação é a fase mais importante no processo da ensilagem. A vedação deve ser completa, a fim de proteger a silagem contra a penetração de água e de ar.

Fonte: Nordeste Rural